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    Como lidar com o pecado no coração?




    Na cena de abertura  de  Indiana Jones e Os Caçadores da Arca perdida (Filme de Spielberg de 1981 com Harrison Ford) - Indiana Jones entra cada vez mais fundo em uma caverna nas profundezas da selva sul-americana. Ele então chega a um lugar onde um ídolo brilhante está em cima de um pedestal sensível ao peso exato daquele ídolo.

    Indiana Jones olha o tamanho do ídolo, faz cálculos matemáticos em sua cabeça... ele pega uma bolsa cheia de areia, sente o peso dela em sua mão, e chegando a conclusão de que ela deve ter o mesmo peso daquele ídolo, sorrindo ele se dirige ao pedestal onde o ídolo está. Ele ainda joga um pouco da areia fora ao recalcular o peso mentalmente – ele sabe que a única maneira de desapropriar com segurança o pedestal do seu antigo afeto (ídolo), é colocar algo novo de peso igual. Ele mostrando nervos de aço – afinal é o Indiana Jones – estende os braços, e rápido como um relâmpago ele arrebata o ídolo de seu pedestal de pedra e ao mesmo tempo põe o saco de areia em seu lugar.

    Há uma pausa. Nada acontece. Parece que tudo deu certo. Ele sorri e vira... mas em seguida tudo começa a tremer... paredes se quebram... Então uma gigantesca bola de pedra rola em sua direção e dardos envenenados começam a ser atirados sobre ele, e toda a caverna começa a entrar em colapso... o herói corre desesperado...  ( como acaba não faz parte do artigo...)

    Isso é exatamente o que acontece quando queremos vencer um pecado, substituindo comportamento por outro comportamento, pensando em termos da psicologia secular... ou tentamos substituir um ídolo do coração com um comportamento religioso. Achamos que vai funcionar, mas tudo é apenas um saco de areia inadequado para o grande problema nas profundezas da caverna do coração humano.

    Temos que ser sinceros e admitir que muitas vezes os motivos que temos para lidar com o pecado em nossas vidas são inadequados, insuficientes...

    O que está faltando?

    Paulo em Colossenses 3 diz: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra”( Colossenses 3:2 ) – Se pensamos que tudo que está envolvido aqui é atividade mental, estamos enganados. A palavra usada por Paulo aqui envolve tanto o intelecto como as afeições do coração. Ou seja, o que Paulo está dizendo é que deve haver uma reorientação total da vontade pelo poder da graça de Deus em nós.


    Como Thomas Chalmers (1780-1847) disse: “A única maneira de desapropriar do coração um afeto antigo, é o poder expulsivo de um novo afeto”. Então Paulo diz – “Pensai nas coisas de cima” – Que coisas? Por que fixar a mente aí. Ele diz: “Por que vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” -  Essa é a razão! Porque é ali que Cristo está, e agora estamos eternamente unidos a Ele.


    Devemos fixar nossas afeições nas coisas do alto porque é aí que Cristo é, e estamos unidos a ele.


    Paulo está dizendo que todos os nossos afetos devem ser definidos agora pelo próprio Cristo. Esse é o poder para a vida de santidade. Encher nossas mentes e corações com as glórias de quem Cristo é, o que Ele realizou por nós e tudo que ele comprou para nós, os eleitos. Só quando esse tipo de mentalidade nos domina, experimentamos o que Thomas Chalmers chamou de  “o poder expulsivo de um novo afeto.”


    Olhe para Moisés. Sinceramente, ele tinha tudo. Era neto do homem mais poderoso do mundo. Desfrutava de riquezas que nós temos que nos esforçar para imagina. Tinha acesso ilimitado aos haréns do Egito – Podia desfrutar de uma vida sexual sem limites. Tudo era grande e ilimitado para ele em sua juventude...

    Mas a Bíblia diz que ele preferiu “ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezaso vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” - Hebreus 11:25-26


    Onde estava a sua força? Como ele fez essa escolha difícil? A Bíblia diz: “Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” - Hebreus 11:26-27

    A maior satisfação em Deus suplantou qualquer coisa que deixaria para trás no Egito. Esse poder libertou Moisés dos prazeres inferiores que ele deixou para trás.


    Este é o único caminho verdadeiro para a Santidade. O poder expulsivo de um novo afeto.