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    Como será o louvor na eternidade? | C. H. Spurgeon




    "Ao levar muitos filhos à glória, convinha que Deus, por causa de quem e por meio de quem tudo existe, tornasse perfeito, mediante o sofrimento, o autor da salvação deles.” - Hebreus 2:10


    Leitura sugerida: Apocalipse 7: 13-17.


    Não devemos dizer o que Deus poderia fazer ou não poderia fazer, mas me parece que, sem nenhum processo mais difícil  de criação (Já que tudo é igual e nada é difícil para o Onipotência), Deus poderia ter feito seres como seremos quando estivermos glorificados no céu – santos e impecáveis eternamente -  mais se Ele nos fizesse assim perfeitos, ainda assim, Ele teria que sustentar essa santidade com seu poder graciosamente, como irá sustentar eternamente nos eleitos – mas tanto dele seria desconhecido para nós ( e para os anjos eleitos) se assim fosse. Nós só podemos realmente conhecer o Pai em sua plenitude na sua imagem perfeita, Jesus Cristo.  Ou se de outra forma ( por exemplo), Ele nos perdoasse sem uma expiação e propiciação de sua ira, nunca teríamos visto sua justiça, nem seu amor incrível. Coisas fundamentais do seu caráter estariam encobertas para sempre... portanto, nosso louvor na eternidade não poderia expressar a realidade do que Ele é de fato.


    Mas no céu, seremos criaturas que sentem que temos tudo apesar de não merecermos nada, sentiremos o poder infinito da Graça soberana que atuou em nós, miseráveis pecadores. Criaturas que foram objeto do amor mais maravilhoso e, portanto, tão poderosamente atadas ao nosso Senhor que seria impossível que milhões de demônios nos desviassem.


    Novamente, seremos servos que até mesmo os anjos não podem ser, pois sentiremos sob uma obrigação mais profunda para com Deus do que eles mesmos. Eles são criaturas totalmente felizes em Deus; mas nós, redimidos pelo sangue do querido Filho de Deus, tenho certeza, irmãos, num dia sem noite, cercaremos o trono de Deus nos regozijando, tendo mais felicidade do que os anjos, pois eles não sabem o que é o mal experiencialmente, mas temos conhecido o mal até o grau máximo em nossos próprios corações, e ainda estaremos perfeitamente livre disso, santos e perfeitos para sempre.


    Eles não sabem o que é a dor, mas teremos conhecimento a dor, seus horrores e a morte, e ainda assim, seremos imortais. Eles não sabem o que é cair, mas devemos olhar para as profundezas do inferno e lembrar que esta foi a nossa porção, e o inferno é tudo o que merecíamos.


    Como cantaremos, como vamos cantar o seu louvor, e isto, digo novamente, será a nota mais alta, que devemos cantar brilhantemente juntos e somente para o Cordeiro em seu trono. Vamos descrevê-lo e sua obra, e sua cruz...  mais e mais, e mais uma vez, e consideraremos um tema inesgotável para a alegria melodiosa. A canção de como Ele se tornou homem, como suou grandes gotas de sangue, como ele morreu, como ele ressuscitou... Cantaremos, cantaremos, cantaremos...  não devíamos estar cantando hoje também?


    Para meditação: Os pecadores receberam muito mais atenção de Deus do que os seus santos anjos (Hebreus 2:16). Se os anjos o servem com louvor e anseio por aprender mais sobre o evangelho da nossa salvação, quanto mais devemos nós, os eleitos e amados em Cristo redimidos pelo seu Sangue (Salmo 103: 20-22; 1 Pedro 1: 12-13).


    Tirado e adaptado do Sermão nº 478 – Pregado na Manhã de Domingo, 2 de Novembro de 1862 no Tabernáculo Metropolitano por Charles Haddon Spurgeon.


    Traduzido e adaptado por http://www.josemarbessa.com/