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    Um grande casamento e o Reino de Deus.





    É possível estar focado no Reino de Deus enquanto tenho uma atitude de desprezo para com a igreja? É comum ouvirmos em nossos tristes dias: "Minha paixão não é para construir a minha igreja. Minha paixão é o Reino de Deus. "


    Isso pode parecer nobre, eu nem isso acho, mas é anti-bíblico e errado. Na verdade se mostra destrutivo.


    Você tem como estar focado no casamento, como uma coisa geral... enquanto diz que não se importa com a edificação do seu próprio casamento numa relação real, com alguém real, enfrentando problemas reais... que exigem crescimento, negação, aplicação de tudo o que Deus diz sobre o casamento implementado na vida diária?


    Suponha que eu dissesse: "Minha paixão não é construir o meu casamento. Minha paixão é pelo casamento com algo geral. Eu quero que a instituição do casamento seja  reverenciado novamente. Eu vou trabalhar para isso. Vou orar por isso. Eu vou me sacrificar por isso. Mas não espere que eu na realidade venha a me submeter as dificuldades para construir um grande casamento como Deus o determinou com Claudia, minha esposa. Meu objetivo é maior, é o casamento em si.”


    Você diria – Caramba! Josemar é tão comprometido com o casamento que ele nem se importa em edificar na vida real o dele mesmo... Ou você diria que claramente eu tinha perdido todo o ponto do que Deus ensina sobre o casamento e o propósito dele?


    Se um homem se preocupa com o Reino, ele será encontrado envolvido em sua igreja local. Junto com ela, orando por ela, contribuindo para sua maturidade, envolvido (como um homem em seu casamento) em uma paixão sincera.


    Pense em Martinho Lutero – poucos homens foram tão usados para a edificação do Reino de Deus, mas como ele fez isso? Você poderia imaginar Lutero dizendo: "Minha paixão não é para construir a minha igreja. Minha paixão é o Reino de Deus. "


    Em primeiro lugar, Lutero foi um pregador em sua igreja local – mais pregador que a maioria dos pregadores. Lutero conhecia o fardo e a pressão da pregação semanal na igreja local. Havia duas igrejas em Wittenberg, a igreja da cidade e a igreja do castelo. Lutero era um pregador regular na igreja da cidade. Ele afirmou: "Se hoje pudesse me tornar rei ou imperador, ainda assim não renunciaria ao meu ofício de pregador". Era compelido por uma paixão pela exaltação de Deus na Palavra. Em uma das suas orações, ele diz: "Querido Senhor Deus, quero pregar para que o Senhor seja glorificado. Quero falar do Senhor, louvar ao Senhor, louvar o teu nome. Mesmo que eu não possa fazer tudo isso, será que o Senhor não poderia fazer com que tudo isso desse certo"?


    Para sentir a força desse compromisso, você precisa perceber que na igreja em Wittenberg não havia nenhuma programação de igreja, somente louvor e pregação. Aos domingos, havia o louvor das cinco horas com um sermão na Epístola, o culto das dez horas com um sermão do Evangelho e uma mensagem da tarde sobre o Antigo Testamento ou catecismo. Os sermões de segunda e terça-feira eram sobre o catecismo; o de quarta-feira sobre Mateus; às quintas e sextas sobre as cartas apostólicas; e aos sábados sobre João.


    Ele pregou, por exemplo, 117 sermões em Wittenberg em 1522 e 137 sermões no ano seguinte. Em 1528, pregou quase 200 vezes e no ano de 1529, pregou 121 sermões. Portanto, nesses quatro anos, a média foi de um sermão a cada dois dias e meio. Como Fred Meuser disse no livro sobre a pregação de Lutero: "Ele nunca tirou um fim de semana de folga. Nem mesmo um dia por semana de folga. Nunca tirou férias do trabalho de pregação, ensino, estudo individual, produção e escrita. Esse é o grande reformador tão grandemente foi usado por Deus para a edificação do seu Reino aqui.


    Nós fazemos na igreja da mesma forma como construímos grandes casamentos - compromisso real que faz uma diferença positiva de maneira prática. E, assim, e só dessa forma, o Reino de Deus é edificado aqui na terra.