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    Não seja Tomé... quem você é?





    Por que amamos a infâmia? A coisa que as pessoas mais amam é a infâmia. Você deseja não ser esquecido nunca mais?... cometa um ato assim. A infâmia permite a todos nós exercitar uma das habilidades favoritas do coração caído. Pegar as 500 páginas da vida de um  homem redimido por Cristo, e olhar a página 455, onde narra o dia e a hora que ele fez algo indigno do Evangelho, e aquilo vira a sua biografia completa. Uma linha, uma página, uma frase... vira uma biografia.


    Pergunte a Tomé se não é assim.


    “Não duvide como Tomé...” – Parece que Tomé era o homem que duvidava. Parece essa ser a sua biografia.


    Para nós, parece que o momento decisivo na vida de Tomé, está lá naquela sala elevada... quando ele protesta que não iria acreditar que Jesus estaria vivo até que colocasse os dedos em suas feridas. Este é material de livros, artigos, currículo de Escola Dominical, mil sermões, frases... “não seja como Tomé...” – e todos sabem sobre o que se vai falar.


    Mas por exemplo, em João 11, Jesus recebe a notícia de que seu amigo Lázaro está gravemente doente, e ele informa aos discípulos que voltaria a Judéia... onde, todos sabiam, queriam matar Jesus. Óbvio, todos eles protestam. Acham uma péssima ideia. Se enchem de medo... “você será apedrejado... os judeus prometerem isso... voltar?  Isso é uma ideia maluca!”


    Jesus diz: “Então lhes disse claramente: "Lázaro morreu, e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele". - João 11:14,15


    Parece que entre todos os discípulos naquele dia, só um se diferenciava do medo e falta de fé deles.  Sem um pingo de dúvida. Sem demonstrar um tiquinho de medo, em firme confiança e fé, um discípulo levanta a sua voz e fala: “ Vamos também, para que morramos com Ele!”


    Ah! Tomé! Quão poucos lembram que essas palavras são tuas. No momento que é demonstrado que tinhas uma espinha dorsal. Convicção, coragem e confiança. “Vamos lá pessoal... que medo é esse? Levantem-se! Se Jesus vai, eu também vou. Se ele se machucar, eu me machuco. Se matarem ele, eu morrerei junto.”


    No entanto, o apelido de Tomé – não é Tomé, o Corajoso! O homem que cria. Ele é conhecido como o Tomé que duvidava. Duvidar virou toda a sua biografia... uma página, virou uma biografia.


    Quem é você? Se pudessem pinçar um único momento, que apelido estaria para sempre associado a você? O mentiroso, o egoísta, o covarde, o infantil?...


    Na verdade Tomé foi um homem redimido, um miserável pecador escolhido por Deus na eternidade. Que nome Tomé merece?


    Tomé, o homem que duvidava,
    Ou Tomé o homem corajoso?


    Vou dizer o que ele realmente era – apenas Tomé. Nem o homem que duvidava, nem o corajoso. Apenas Tomé.


    Mas se podemos acrescentar algo – Ele é Tomé, Filho de Deus por misericórdia soberana, filho de nosso Pai, irmão de Cristo... justo em Cristo.


    Jesus não identifica Tomé por seu momento de dúvida ou por seu momento de grande fé, mas pela Sua obra e justiça imputada a ele. Identifica Tomé para sempre pela união inquebrável desse homem com Ele pelo sangue derramado. Ele foi transformado, amadureceu, pregou a Verdade e se tornou um mártir. Mas nada disso o define. Jesus o define como perfeito filho de Deus em Cristo.




    Assim somos nós... estamos mortos, e nossas vidas estão escondidas em Cristo... não vivemos mais, mas Cristo vive em nós. A biografia de Cristo – 33 anos perfeitos, foram atribuídos a nós. Eu sei, é incrível... mas é a Verdade... é o Evangelho.


    O Espírito Santo pegou sua “pena” e a partir da cruz reescreveu nossa história com o sangue vermelho de Deus que manchou a terra neste mundo. E as páginas brancas estão escritas em vermelho, e nossa biografia é perfeita quando o Pai a lê.


    O homem gosta de lembrar da infâmia... mas temos um Deus que se lembra da perfeita vida do Seu Filho amado ao olhar nossa história. Que biografia temos agora! Deus Pai só lembra o bem que Cristo fez em nosso lugar... por nós, em nós e para nós.



    Quem eu sou? Apenas Josemar, filho de Deus para sempre em Cristo. Se vamos reduzir nossa história a uma linha, nossa biografia a uma frase... então é, “amado de Deus em Cristo!”