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    Eu fui a Hogwarts com meu filho e Harry Potter. E saímos de lá mais sábios espiritualmente! ( Capítulo 2 – O Espelho de Ojesed, fabricum idolarum)




    Como eu disse no primeiro Capítulo ( Se não leu – leia ele primeiro), eu li os livros de Harry Potter junto com meu filho mais velho (Ele ainda era uma criança e não esperávamos que o livro saísse no Brasil – era sempre lançado antes em inglês – eu lia com ele ) Gostamos tanto de ler juntos, que quando ele já podia ler sozinho, continuamos lendo juntos e fazendo links com a maior História já contada e que teve seu clímax numa cruz.

    Foi possível achar sabedoria escondida de Deus nestas leituras? Alguém me perguntou... Ah! Foi... além de ser divertido, é claro.


    O espelho de Ojesed.


    Harry, em suas caminhadas noturnas pelos corredores da Escola de Hogwarts, tropeça em uma grande sala completamente vazia, exceto por um enorme espelho, cujo reflexo o assusta. Nele, Harry vislumbra seus pais que ele nunca tinha conhecido, porque morreram quando ele era um bebê,  mas sempre desejou desesperadamente conhecer.

    Não é por acaso que "Ojesed" lido ao contrário é "Desejo", que era a  base do encantamento do espelho mágico. Harry, Encantado com o espelho, mesmo sem entender como ele funcionava ou o que mostrava realmente, ele leva Rony na noite seguinte para mostrar a ele seus pais. Mas Rony não vê os pais de Harry ao olhar no espelho, no entanto. Ele se vê, se vê mais velho, bonito, bem-sucedido, um grande atleta... "Você acha que esse espelho mostra o futuro?" Rony pergunta a Harry. Harry responde: "Como pode? Toda a minha família está morta, ele não pode estar mostrando o futuro.”


    Apesar da preocupação de Rony pela fixação de Harry com o espelho, (Ver seus pais era tudo que ele sempre desejou) Harry volta pela terceira vez na terceira noite, apenas para descobrir que desta vez ele não está sozinho na sala.  Dumbledore está lá, e, compreendendo o fascínio do menino, explica sua função:

    “Esse espelho Harry,  nos mostra nada mais do que os desejos mais profundos, mais desesperados de nossos corações ... Contudo, este espelho não nos dará nem conhecimento, nem sabedoria, nem a verdade. Os homens têm desperdiçado a vida diante deste espelho, encantados pelo que viram -  muitos terminaram loucos, não sabendo se o que ele mostra é real ou mesmo possível. Desejos, Harry, cuidado com eles no coração.”


    O espelho, de fato, faz o que todos os espelhos fazem, ainda que num nível mais profundo: O Espelho de Ojesed reflete o desejo do coração, os desejos dominantes do coração humano – por isso que Harry e Rony viram coisas diferentes – já que nossos corações não desejam como fonte de identidade exatamente as mesmas coisas. Mas da mesma forma que um espelho comum reflete para o espectador um eu constrangido e fixado por suas aparências externas, limitada pela realidade (nunca satisfatória ), esse espelho mágico manifesta as divindades, os ídolos invisíveis que se situam abaixo da superfície. Os ídolos invisíveis que nos controlam a partir de nossos corações. Ele revela os ídolos em que nós penduramos nossas esperanças, dando-nos a história de glória que desejamos que realmente tivéssemos. Que nos leva a dizer: “Apenas se eu tivesse...”


    Rowling traça uma antropologia do coração humano aqui, uma antropologia de todos os homens, todos centrados em si mesmos. Nessa antropologia ela está observando que os seres humanos são uns escapistas incuráveis. Ninguém pode aceitar as coisas como elas são, o que tem... e o conjunto de desejos mais  profundos estão sempre no "se apenas..."  - Isso pode facilmente, e tem feito,  nos prender na incapacidade de viver a vidas que realmente nos foi dada ou fomos criados para viver. Harry e Rony são atraídos por seus mundos de fantasia feitos sob medida em seus corações idólatras. O Espelho não revela o desejo de viver por outros, ( ou para a Glória de Deus – razão pela qual fomos criados) o desejo de amar compassivamente, de buscar a verdade. Em vez disso, ele mostra que os desejos do coração são sempre auto-orientados. Sempre voltados para si mesmo – É o Homo incurvatus in se – Que como Agostinho e Lutero definiram, é a essência do pecado. Ídolos. “Apenas se...” Uma vida diferente é o que precisa o meu coração – é o que este engano sutil e controlador diz. Se somente eu tivesse isso... então...


    Dumbledore diz a Harry que só um homem verdadeiramente pode olhar para o Espelho de Ojesed e ver a si mesmo como é. O Espelho de Ojesed é impotente sobre uma pessoa que enfrenta os dados sobre si e os aceita. ( Vê a verdade feia sobre nossos corações e não as nega ) No universo de Rowling, então, o verdadeiro caráter - não é possível – se ignorarmos o doloroso autoconhecimento. A verdadeira felicidade significa deixar o nosso "salão privado de espelhos lisonjeiros, que nos mostra na melhor luz..." e ver uma pessoa no espelho que não nos deixa orgulhosos de contemplar.  Não há saída para a escuridão interna, eu diria, sem a visão da Depravação Total em nossa vida primeiro.


    Parece, a princípio, que  Dumbledore, por exemplo, seria alguém que pudesse olhar no espelho assim, um exemplo virtuoso. No entanto, nas Relíquias da Morte ( O último livro da série ), Harry descobre que Dumbledore, também, não poderia escapar de seu próprio desejo de poder. Ele entendeu o vício de Harry porque ele também teve suscetibilidades similares. Mais sobre isso podemos falar mais tarde


    É por esta razão, que é tão grande e brilhante o encanto do espelho para o coração humano viciado e cheio de ídolos – Por isso que Dumbledore remove  o espelho daquele lugar – ele sabe que o jovem Harry, mesmo tão advertido por uma palavra de cautela para não ir mais ali, continuaria voltando e voltando lá... o poder, encantamento e mentira dos ídolos são assim. Ele não quer Harry enlouquecido por uma realidade que é irreal, paralisado por sua própria imagem da vida que coloca seus sonhos e ambições no centro.  


    Dumbledore diz algo pertinente para isso em sua visita hospitalar no final da Pedra Filosofal ( O primeiro livro da série ). Harry está confuso que Dumbledore tenha destruído a Pedra Filosofal, uma pedra que tinha habilidade e poder para dar vida eterna e riquezas intermináveis, às quais Dumbledore responde, com um humor delicioso:

    “Você sabe, a Pedra não era realmente uma coisa tão maravilhosa. Ter tanto dinheiro e toda a vida como você poderia querer! As duas coisas que a maioria dos seres humanos escolheriam acima de tudo - o problema é que os humanos têm a habilidade de escolher exatamente aquelas coisas que são piores para eles.”




    Qual o tema central de Romanos 1? Fala sobre a clara revelação que Deus fez de si mesmo para todo o homem. Paulo esmiúça o fato de que a revelação do evangelho é para um mundo que já está sob acusação e é totalmente culpado por sua rejeição total e universal – “não há quem busque a Deus” ( Rm 3.11 ) – de Deus Pai. Cristo veio a um mundo totalmente povoado por pecadores. ¾ do mundo é coberto por água, o restante, é coberta de pecadores. E o pecado mais básico encontrado no mundo é a idolatria. Está por trás de todo pecado.


    O homem, como descreveu João Calvino, é um fabricum idolarum. Calvino está assim, capturando a essência da queda humana. “Fábrica” – É um lugar onde produtos são produzidos em massa. Calvino está dizendo, somos “criadores de ídolos” em massa.  Todos nós gastamos bastante tempo diante do Espelho de Ojesed.


    Nós tentemos, em nossa civilização tão distante daqueles dias da cultura Greco-romana, ou das culturas pagãs que a circundavam, supor que a idolatria não é o grande problema – ( ou pensamos em imagens da igreja católica, por exemplo...). Nos achamos diferentes por nos ligarmos tão somente as formas primitivas de idolatria.


    Se você não entender os ídolos do coração, você sequer pode pensar em arrependimento verdadeiro – mas entenderá arrependimento basicamente com só parar certos tipos superficiais de  pecados comportamentais externos.

    À medida que lemos a Bíblia vemos ela falando sobre como a ganância, ou imoralidade sexual e assim por diante são realmente os ídolos.

    Um ídolo é algo que psicologicamente... é realmente algo que você começa firmar a tua identidade.  Qualquer coisa de onde você deriva a sua identidade, senso de valor, de auto-estima, sendo de que a vida vale a pena... que não é Deus.


    Rocky Balboa (Sylvester Stallone) diz, em um dos filmes da série, que ele não precisa ganhar a luta, mas ele quer ir longe e ficar em pé o máximo possível... até o fim... Por quê? O que ele deseja com isso? Ele diz numa das falas  mais importantes do filme : "Se eu só conseguir isso, eu vou saber que eu não sou um vagabundo. Vou saber que eu não sou um ninguém..."

    Agora eu diria a você ...  Eu proponho a você ... O que você tem ou deseja ter para que a mesma fala de Rocky seja tua?

    Se eu puder ter isso, se eu conseguir isso, então eu vou saber que eu não sou um ninguém "




    Todos nós temos alguns coisas assim.  Era sobre isso que Calvino estava falando... todos nós pensamos assim olhando no Espelho de Ojesed. Em alguns casos, pode ser relações.  Pode ser romance. Pode ser casamento. Pode ser segurança financeira, ou independência... pode ser realizações e status. Pode ser aparência física. “Se eu puder ter isso, então eu...” Esse “isso”, é teu ídolo. É o que você vê no Espelho de Ojesed.


    É diferente para todo mundo ( como era diferente para Harry e Rony), mas há algumas coisas em tua vida que você olha e você diz: "Se eu tiver isso, eu não vou ser um ninguém, eu vou ser feliz, eu vou...


    É isso que um ídolo é, porque um ídolo está fazendo de outra coisa além de Jesus Cristo,  a fonte de sua identidade, auto-estima... a tua fé funcional está no ídolo e não em Cristo, apesar de você dizer que está em Cristo como todo suficiente.


    Geralmente Deus envia um problema em tua vida, e você começa a ver que você não pode chegar a essa coisa que faria a diferença. "Eu não posso chegar lá." Quando você não pode obtê-lo, você começa a perceber o que realmente está executando a tua vida. Você fica ansioso, você fica deprimido... você não funciona mais como devia... você não tem a motivação... porque era aquele ídolo onde estava tua fé funcional.


    Teologicamente , o que a Bíblia diz que ídolos são as coisas que você está usando como tua justiça.  - Que te justificam! Se veja com os olhos de Deus... Ele está dizendo que você tem feito enorme esforço para justificar a si mesmo.


    Paulo, por exemplo, em Filipenses,  diz:  


    " Eu fui circuncidado ao oitavo dia ,
    Sou do povo de Israel ,
    da tribo de Benjamim,
    hebreu de hebreus ;
    no que diz respeito à lei , fui fariseu;
    quanto ao zelo, perseguidor da igreja,
    segundo a justiça que há na lei, impecável.
    Mas o que para mim era lucro ,
     passei a considerar perda, por causa de Cristo. "
    Ele está dizendo, eram essas coisas que me faziam levantar de manhã, faziam eu sentir que era alguém. Me davam força funcional para viver com prazer cada dia... sem isso eu estaria deprimido, me sentiria um nada, desanimado...


    Agora ele diz: "... Eu as considero como esterco , para que possa ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo justiça própria, que procede a partir de [ meu esforço ] , mas a que vem pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e é pela fé. "


    Agora, o que ele fazendo muito claramente, é nos dando uma lista de todas as coisas que costumavam ser a sua justiça.


    Ele está dizendo:


    " Olhe para o meu pedigree .
    Olhe para a minha formação familiar.
    Olhe para minhas realizações profissionais.
    Olhe para os meus realizações intelectuais,
    Olhe para o meu status na sociedade…
    Olhe para todos os meus diplomas e PhDs
    mas eu as considero tudo como perda " .
    Não que sejam pouco importantes agora, agora eu considero tudo isso esterco.


    O que ele quer dizer é :

    "Isso costumava ser minha justiça.
    Eram coisas que eu dependia para ser alguém no mundo:
    Esta era a minha honra.
    Esta era  a minha glória.
    Esta era a minha dignidade.
    Por isso devo era admirado!
    Disso tirava a minha auto-estima.

    Ter isso me deixava animado e empolgado, e não ter me deixava deprimido e desanimado.

    Então ele disse que, a fim de ser um cristão verdadeiro, ele teve que desistir de tudo isso como fonte de qualquer coisa, e só UMA COISA ocupar o lugar disso tudo:

    "Eu as considero como esterco" – Não são mais ídolos. Não são as coisas que eu enxergo agora ao olhar no Espelho de Osejed.





    Ele diz "Tudo que era fonte psicológica, emocional e motivacional da minha vida - eu conto tudo agora como esterco, excremento..."   - Cristo substituiu tudo realmente como fonte emocional, psicológica, motivacional, funcional... E Paulo provou essa realidade a cada passo. Era para onde ele apontava... era para onde ele queria que as pessoas olhassem em sua vida
    Antes ele dizia:


    " Olhe para o meu pedigree .
    Olhe para a minha formação familiar.
    Olhe para minhas realizações profissionais.
    Olhe para os meus realizações intelectuais,
    Olhe para o meu status,
    Olhe para minha casa, meu carro, minha carreira,
    Olhe para meu ministério...
    Eu não sou ‘um ninguém’... eu sou alguém!”


    Olhe para seus medos e ansiedade... por trás de cada deles está um ídolo funcional que está ameaçado... como a vida valerá a pena...  como eu me sentirei pleno? Como todas essas coisas que não são Deus estão se desfazendo... temor, ansiedade, medo, tédio... são inevitáveis...


    Lembra da resposta que Dumbledore deu ao confuso Harry por Dumbledore ter destruído a Pedra Filosofal ( No primeiro Livro – Filme), uma pedra que tinha habilidade para dar vida eterna e riquezas intermináveis a quem a possuísse, á Dumbledore respondeu com aquele humor delicioso:


    “Você sabe, a Pedra não era realmente uma coisa tão maravilhosa. Ter tanto dinheiro e toda a vida como você poderia querer! As duas coisas que a maioria dos seres humanos escolheriam acima de tudo - o problema é que os humanos têm a habilidade de escolher exatamente aquelas coisas que são piores para eles.”


    Olhemos como a realidade nos mostra que mesmo se o homem tivesse a plenitude de tudo que é bom na criação, prazer, saúde... a tragédia não se desapegaria da sua existência.


    Use o melhor de sua imaginação e olhe para o homem no Paraíso. Não só o homem, mas todas as criaturas estavam na melhor condição possível, sem dor, sem sofrimento... só beleza... não sujeitos a vaidade, a morte... como agora. Tudo que Deus fez era muito bom e Adão tinha tudo o que Deus fez, e tudo aquilo não era a sua felicidade.


    Se a perfeição do Paraíso, se as criaturas num esplendor que só podemos imaginar agora... não foram a felicidade do homem, imagine toda a criação caída e sujeita a vaidade. Quão fútil é a busca de satisfação e felicidade agora neste mundo.


    Colocar e buscar a felicidade no prazer da criatura – coisas, natureza, pessoas... – É um  pecado muito pior do que o de Adão, pois em seus dias de Éden, as criaturas eram perfeitas, puras, infinitamente mais atraentes e sedutoras do que são agora debaixo da maldição divina.


    O Éden não podia ser a felicidade de Adão, era apenas um símbolo do amor de Deus. Se você tivesse tudo centrado em você, todo o gado sobre todas as montanhas do mundo, todos os sacos de ouro que possam existir, toda a beleza e honra do mundo... eu diria para você o mesmo que um homem sábio me disse: “Homens não sabem amar pela prosperidade, como sabem odiar pela adversidade”.


    Na verdade, o mundo, grande e bom como é, ou era, não é bom o suficiente para um amor dominador. Deus enviou seu Filho, e nada mais do que ele, e o que está nele, é o pode ser o objeto de um amor dominador, completo e satisfatório em nosso coração.


    Concluímos então que, a felicidade é de uma natureza mais elevada do que a criação, e seu objeto não pode ser nada menos que o próprio Deus, e que o homem é um tolo em procurar em outro lugar, mas o pecado subverteu toda mente natural e fez de todos os homens tolos completos:


    “...porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.” - Romanos 1:21-25


    Paulo diz, você só venceu os ídolos, se ao olhar o Espelho de Ojesed, você vê Cristo como tudo ( o que vai estar no espelho que revela todos os desejos profundo do coração ) e o resto como lixo. Cristo como toda fonte funcional, psicológica, emocional,  motivacional, de identidade, auto-estima...


    "Cristo é tudo!" Colossenses 3:11


    Em Cristo você tem graça para cada pecado, direção para cada curva, luz para cada canto, e uma âncora para cada tempestade. Então você já tem tudo o que precisa.


    E quem pode tirá-lo de você? Doenças não podem infectar a sua salvação. Dificuldades materiais não podem empobrecer suas orações. Uma enchente pode levar-lhe a casa terrena, mas não toca seu lar celestial...


    "Não terás outros deuses além de mim" (Êxodo 20.3) e: "Não cobiçarás" (Êxodo 20.17) - São ordens quase equivalentes. Cobiçar é desejar qualquer outra coisa—além de Deus — de forma tal que revele a perda do contentamento e da satisfação nele.


    O Evangelho é a revelação de Jesus Cristo, como. . .
    o manifestação de Deus,
    Salvador de seu povo,
    E a porção toda suficiente de todos os que crêem no seu nome.


    Ele possui em si mesmo toda a excelência concebível - e comunica a seu povo todos os seus bens reais. Ele é manifestado aos nossos olhos em uma variedade de personagens - e pressionado sob nossa atenção por uma variedade de figuras. Na verdade, o Espírito Santo, glorificando Jesus, faz tudo em Sua obra para. . .

    iluminar o entendimento,
    impressionar a memória e
    alimentar o discernimento 

    com vista apenas manifestar idéias de sua (de Cristo) excelência e glória. Assim que ter Cristo diante de nós em quase todo objeto que se apresenta à nossa vista - podemos ter nossas meditações preenchida com ele, e nossa fé exercida sobre ele. Sendo propenso a esquecê-lo - o Espírito usa quase todos os objetos para nos lembrar dele. Em todos os lugares e em todas as coisas, somos instruídos "no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo", e somos lembrados de suas excelências e adequação para os pobres pecadores. Nós não podemos dar nem mesmo um pequeno passeio nas páginas da Bíblia – sem ver um grande número de coisas que conspiram para nos lembrar dele, de quem Moisés escreveu na lei e os profetas escreveram, e se nossas mentes fossem espirituais - estaríamos constantemente derivando "instrução" e "edificação" de sua natureza e pessoa em tudo que vemos... ir a Bíblia procurando outra coisa... como um livro para solução de problemas, regras de auto-ajuda, estratégias para vida sentimental, profissional... é ter perdido todo o ponto.


    Proponho, portanto, que você me acompanhe num breve passeio para contemplá-Lo:


    Ele é a semente prometida de Adão que iria esmagar a cabeça de Satanás ( Gênesis 3:15 ).


    Ele é o descendente de Abraão por meio de quem todas as nações da Terra seriam abençoadas ( Gn 12.3 ).


    Ele é o filho de Judá, que reina eternamente como rei, cujas vestes são lavadas no sangue das uvas, e sua mão está sobre o pescoço de seus inimigos ( Gênesis 49:8-12 ).

    Ele é o Cordeiro Pascal que foi morto para proteger o povo de Deus do Anjo da Morte (Êx 12).


    Ele é o maior filho de Israel que saiu do Egito, e Ele é o grande redentor que traz seu povo de uma servidão e escravidão, que é muito pior do que qualquer coisa que os israelitas experimentaram lá (Êx 12-14).


    Ele é o verdadeiro pão do céu que realmente alimenta e alimenta seu povo (Êx 16).


    Ele é a rocha da qual fluxos de água fluem para sempre (Êx 17).


    Ele é o cumprimento da Lei, tendo perfeitamente obedecido não só os 10 mandamentos, mas todos os 613 a partir do dia de seu nascimento (Êx 20).


    Ele é Aquele por meio do qual entramos em nosso duradouro descanso sabático, e não apenas por um dia em cada sete, mas para todos os dias a partir de agora e por toda a eternidade ( Êxodo. 23:10-12 ).


    Ele é o nosso grande sumo sacerdote que oferece o seu próprio corpo e sangue como uma expiação pelos pecados do seu povo (Êx 28-29).


    Ele é o esplendor de Deus, a representação exata do seu ser, e é a própria presença e glória de Deus entre o seu povo, ainda mais que a arca ou as colunas de nuvem e fogo ( Êx. 40:34-38 ).


    Ele é o de uma vez por todas o sacrifício que Deus tem oferecido no altar no Dia da Expiação, no Calvário, e ao mesmo tempo ele é o bode expiatório, que foi enviado da presença de Deus para o deserto por causa do pecado que ele carregava ( Lev. 16).


    Ele é como a serpente de bronze que foi levantada e quando as pessoas olham para ele com fé, eles encontram o perdão e a cura (Num 21).


    Ele é a estrela que sairá de Jacó, e o cetro que sai de Israel ( Num. 24:17 ).


    Ele é uma cidade de refúgio para os pecadores culpados, para fugirem para dentro de suas portas e encontrarem refúgio (Num 34).


    Ele nos dá todas as bênçãos por sua obediência aos mandamentos perfeitos de Deus, e ele pagou o preço pela maldição que nós merecíamos para todas as nossas desobediência (Deut. 28).


    Ele conduz o seu povo redimido para a Terra Prometida, onde eles vão morar com ele para sempre (Josué 3).


    Ele é o nosso guerreiro conquistador, vitorioso sobre os poderes do pecado e da morte (Josué 5).


    Ele é o juiz justo e salvador, que nunca deixa de defender e proteger o seu povo quando eles se arrependem e voltam para ele (Juízes 2).


    Ele é o filho de Davi cujo reino foi estabelecido para sempre (2 Sam. 7).


    Ele é o templo de Deus, que, embora destruído, ressuscitou em 3 dias (1 Reis 8;. 2 Crônicas 3).


    Ele é o nosso profeta-chefe e professor que restaura a verdadeira religião, chamando-nos para longe de nossos ídolos para voltar ao único Deus verdadeiro (1 Reis 18).


    Ele está levando um remanescente da Babilônia de volta para a Terra Santa (Esdras 7).


    Ele é a esperança de Jó e a nossa, pois sabemos que nosso Redentor vive e no último dia, ele se levantará sobre a terra ( Jó 19:25 ).


    Ele é o Filho eternamente gerado do Senhor, o Altíssimo, a quem os reis temem  sua ira, e quem abençoa aqueles que nele confiam (Salmo 2).


    Ele foi por um tempo abandonado por Deus na cruz, para que aqueles que se encontram nele, nunca pode ser rejeitada (Salmo 22). E, no entanto, seu corpo não viu corrupção, porque, como Davi cantou, Deus não iria abandoná-lo na sepultura, mas ressuscitou fisicamente com um corpo incorruptível (Salmo 16).


    Ele é o pastor das ovelhas, que restaura a alma do seu rebanho e nos conduz pelas veredas da justiça (Salmo 23).


    Ele nos limpa com um limpador muito mais forte do que qualquer coisa no ramo hissopo poderia fazer, ele nos lava e limpa em seu próprio sangue, para que possamos ser mais brancos do que a neve (Salmo 51).


    Ao seu comando os anjos o assistem para que seu pé sequer toque em uma pedra, mas ele não tomou esse auxílio, mas saudou o cálice que o Senhor tinha para ele beber (Salmo 91).


    Ele é o maior Filho de Davi, que vai sentar-se à destra do Senhor até que todos os seus inimigos sejam colocados sob seus pés, e é sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque (Salmo 110).


    Ele é o Verbo de Deus encarnado, e a única lâmpada para o nosso caminho (Salmo 119).


    Ele é a própria sabedoria de Deus manifestado na carne (Provérbios).



    Ele é o único objetivo na vida que importa, sem o qual a vida é fútil e vazia – apenas vaidade (Eclesiastes).


    Jesus é a Rosa de Sarom e o Lírio do Vale, e ele é o marido que leva sua amada para a mesa de banquete e que a satisfaz completamente em seu amor (Cântico dos Cânticos 2).


    Ele é o sinal para Acaz, o chamado Emanuel e nascido de uma virgem (Isaías 7).


    Ele é a grande luz que brilha para um povo que andava em trevas, saindo da Galiléia para as nações, Ele é a criança nascida que é chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, ele vai criar e mantê-lo com justiça e retidão, desde agora e para sempre (Isaías 9).


    Ele é o ramo vindo do tronco de Jessé, e justiça será o cinto dos seus lombos. Durante o seu reinado, o lobo habitará com o cordeiro e o leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, o leão e o novilho gordo viverão juntos, e um menino pequeno os guiará (Isaías 11).


    Em sua vinda, a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta (Isaías 40).


    Ele é o servo do Senhor, no qual sua alma se deleita, e com quem ele está muito satisfeito (Isaías 42).


    Ele é o único salvador de Israel e além dele não há outro (Isaías 43).


    Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado no sofrimento. Ele foi oprimido e ele foi afligido, mas não abriu a sua boca: como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como uma ovelha diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. Ele é aquele que suportou nossas dores e as nossas maldições. Ele foi ferido pelas nossas transgressões, foi esmagado por nossas iniqüidades; estava sobre ele o castigo que nos traz a paz, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53).


    Ele é ungido pelo Senhor para pregar boas novas aos pobres, a curar os quebrantados de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a  abrir as prisões para aqueles que estão presos. Ele proclama o ano da graça do Senhor, e o dia da vingança do nosso Deus, e ele conforta todos os que choram (Isaías 61).


    Ele cria os novos céus e a nova terra, e ele vai morar com o seu povo para sempre (Isaías 65).


    Ele é o bálsamo de Gileade que cura a alma ferida pelo pecado, ele é o grande médico que restaura a saúde de seu povo (Jer. 8).


    Ele é o Ramo Justo de Davi, que vai lidar sabiamente e executará juízo e justiça na terra (Jeremias 23).


    Ele bebe o cálice do vinho da ira de Deus para que seu povo seja poupado (Jer. 25).


    Ele inaugura a nova aliança em seu sangue, uma aliança escrita no coração do seu povo, levando a obediência prazerosa e amor a Verdade, marcados no coração pelo perdão dos nossos pecados (Jer. 31).


    Ele é a própria manifestação da incessante misericórdia de Deus. Suas misericórdias nunca chegarão ao fim para os que nEle estão, pois elas são novas todas as manhãs, porque grande é a sua fidelidade (Lam. 3).


    Ele traz vida a ossos secos pelo seu Espírito; que faz com que a respiração chegue onde a morte reinava (Ez 37).


    Ele é o Filho do Homem a quem o Ancião dos Dias dá todo o domínio, e glória, e o reino. Seu domínio é um domínio eterno (Dn 7).


    Ele é o marido misericordioso que leva de volta a sua esposa infiel, e nos permite, mais uma vez, chamá-lo de "meu marido" em vez de continuar dizendo "Meu Baal" (Oséias 1-3).


    Ele traz o Dia do Senhor, o que será um dia de grande terror e julgamento para todos os que não o conhecem, mas todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Joel 2).


    Ele é o governante de Belém Efrata, cuja origem é dos tempos antigos, desde tempos eternos (Mq 5).


    Ele chegou como rei em Jerusalém, justo e vitorioso, mas ele era humilde e montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta (Zc 9).


    Ele é o fogo do fundidor e sabão do lavandeiro, refinando-nos como o ouro e a prata (Mal. 3).


    Ele é o sol da justiça que subirá com a cura em suas asas, e, como resultado do que ele fez, nós, como bezerros, vamos sair pulando de nossas barracas (Mal. 4).


    Jesus Cristo é o único remédio para a diferença infinita entre o nosso Santo Deus e a humanidade pecadora. Ele é a única ponte de um lado para o outro. Atravessando um abismo de Juízo eterno. Ele é a única esperança para cada alma abatida. Ele é o único conforto para a nossa tristeza. Ele é a única cura para os nossos corações doentes. Ele é a nossa única verdadeira alegria em um mundo cheio de prazeres fugazes. Ele é a razão da nossa existência e nós existimos para dar-lhe louvor e glória. Portanto, definir o seu coração e sua mente e sua alma e sua força sobre ele e lhe dê culto perpétuo.


    É somente Ele que você devia ver ao olhar no Espelho de Ojesed. E será, se você puder dizer: “...mas Cristo é tudo em todos.” - Colossenses 3:11. Se Ele é tudo, e o Espelho de Ojesed só mostra os desejos mais profundo do coração – Só Cristo deve ser refletido no teu espelho de Ojesed.