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    Por que os santos perseveram?






    Viajando de um mundo fugaz para um eterno... é uma longa jornada. Do que precisamos? “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite.” - Êxodo 13:21


    Do que Israel precisava?


    Precisava de um guia em sua jornada do deserto ao lar.
    Eles teriam uma longa jornada de quarenta anos.
    Eles teriam que caminhar por um caminho estranho que jamais haviam pisado antes.
    Inúmeros inimigos iriam se esforçar dia e noite para impedir o seu progresso.
    Os perigos forravam cada parte do caminho.
    Eles tinham corações enganadores.



    Essa não é a história de cada homem regenerado? Um peregrino numa viagem para um país que Deus nos descreveu e chamou? A viagem é longa... Leva talvez cerca de 20, 30, 40, 50, 60, 70... anos.


    O caminho é estranho. Nunca pisamos nele antes. É um caminho, que por natureza, nós nem podemos ver, nem poderíamos encontrar, e do qual como homens naturais, estaríamos propensos a virar as costas e ir para outro.
    Estamos rodeados por inúmeros inimigos – visíveis e invisíveis.


    O mundo carrancudo – como perseguidor determinado, querendo conformar, querendo ditar como deve ser a moral, o que é aceitável ou não para sermos aceitos, relevantes... ou, muitas vezes, um mundo bajulador, abraçando e beijando como Judas... o mundo é inimigo na jornada. Muitas vezes com zombarias, sarcasmos, espada... ou com vaidades douradas, iscas agradáveis, lisonjas, aplauso... de todas as formas e maneiras, ele se esforça para nos conformar e nos afastar do caminho...


    Satanás e suas hostes – astuto, ardiloso, unidos, perseverantes, determinados... ou aterrorizam ou tentam seduzir...


    Mas o que é pior? O pior de tudo é que em nós mesmos temos um inimigo determinado. Determinado e


    Sempre presente,
    Sempre vigilante,
    Sempre poderoso.


    A verdade é que a carne milita contra o Espírito. Encontramos uma lei em nossos membros guerreando contra a lei em nossas mentes e corações.
    O mundo, a carne e o diabo, tudo combinado e unido para...


    Opor ao nosso progresso,
    Impedir nossa marcha,
    Nos destruir no deserto.


    Então, neste deserto, há inúmeros perigos:


    As rochas da presunção,
    Os atoleiros da dúvida e do medo,
    As armadilhas do erro,
    As fendas do pecado voluntário,
    As serpentes da tentação,
    Os escorpiões da luxúria,
    Sol escaldante do dia e a fria escuridão da noite,
    Areias estéreis e miragens lindas,
    Rochas de granito e eventuais enxurradas...


    Toda a extensão do deserto tem perigos escondidos nele. Não podemos confiar que estamos seguros por nenhum momento – vigilantes, é o termo contínuo, se quisermos estar seguros. O pior de tudo é que nossos corações são naturalmente enganadores.


    Assim com...

    Uma viagem tão longa,
    Um caminho tão estranho,
    Inúmeros inimigos,
    Tantos perigos, e
    Corações enganoso,

    como podemos chegar em segurança? Não podemos. Não em nós mesmos. 


    A ideia de que um homem é salvo e depois não é Deus que garante essa salvação... é a velha arrogância do homem natural. Em que base está a segurança dos santos? A perseverança dos santos? Certamente em nada que eles sejam em si mesmos.


    Não somos salvos e abandonados a nós mesmos! Não somos guiados por um homem – mesmo que um Moisés estivesse disponível. Nós temos um Guia. Um Guia...


    Que conhece bem a estrada;
    Que conquistou todos os inimigos;
    Que pode nos levar com segurança através de todos os perigos;
    Que pode lidar com nossos corações teimosos... na verdade, Ele dá novo coração.


    Ah! A loucura de achar que o homem tem qualquer capacidade de atravessar o caminho... Se os santos perseveram, se estão seguros... tudo isso tem que estar em outra Pessoa.  
    Precisamos de um guia...


    Cuja sabedoria é perfeita,
    Cujo pode é todo-poderoso,
    Cujo cuidado é constante, sem interrupção,
    Cuja paciência e caráter são imutáveis,
    Cuja misericórdia dura para sempre!


    Deus providenciou apenas o que o povo no deserto precisava – um Guia para levá-los de dia e de noite. Ele ia adiante deles. Apontando para o caminho. Limpado o caminho das dificuldades insuperáveis e conduzindo em meio a perigos constantes. Essa é a única razão pela qual os santos perseveram.


    Apenas pelo que o bom e misericordioso Deus faz por nós! Ele marca o nosso caminho, remove todo impedimento real e nos conduz passo a passo no caminho e garante a chegada.


    Naturalmente não sabemos o caminho certo. Abandonados a nós mesmos, jamais escolheríamos entrar no caminho, e por ele continuar... o caminho suave do atalho é muito mais frequentado. Ele nos leva por todo o caminho, sem atalhos, onde são poucos os companheiros de viagem neste mundo. Sua escolha sempre é melhor. A maneira e forma que Ele aponta é o único caminho certo. A dores e aflições, o caminho é acidentado... tudo é usado para nos humilhar e nos testar... não para Ele nos conhecer, mas para nós conhecermos nossos corações. Para nós andarmos por fé e não por vista. Para nos encher da percepção da necessidade que temos dEle. Para nos levar a nos apegarmos a Ele. Para Ele ser o único deleite neste deserto abrasivo da vida. Para nos desmamar do mundo. Como diz o salmista – “Porque este é o nosso Deus para todo o sempre; Ele será o nosso guia até a morte!” – Ah! Será nosso guia através da morte e para elem da morte.


    Quem expressou tão poderosamente como Judas? “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.” - Judas 1:24-25