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    Um cego sozinho na escuridão do seu coração.






    Muitas pessoas podem olhar para a mesma cena numa cidade e verem coisas diferentes. Em João 9.1 a Bíblia afirma que “Jesus viu um cego de nascença” – Essa visão foi diferente para muitas pessoas naquele dia. Mas que diferença acontece quando a afirmação é que Jesus “viu um homem cego de nascença”.


    Isto é essencialmente o evangelho – É a verdade de Deus sobre o homem num estado desesperado de escuridão que domina e enche todo seu ser e existência. É a verdade sobre o poder de Deus para salvar e como Ele salva. É a verdade de que os propósitos de Deus não podem ser frustrados pelo pecado dos perdidos, pela escuridão de suas mentes, pelo ódio de seus corações...
    Isso é maravilhoso porque o pecado é totalmente frustrante aos nossos olhos. Em nós, no próximo, no mundo... quão frustrante é o pecado para o homem. Invencível, senhor de escravos é o pecado para nós, frustrante...


    Isso é encorajador ao proclamarmos o evangelho – Ele “é o poder de Deus!” – É encorajador saber que Deus não pode ser frustrado pelo pecado humano, porque nos deparamos todo o tempo com a frustração que o pecado produz. Ao olharmos para um homem que proclamamos a Verdade pode haver muito dessa frustração, pode parecer que a proclamação jamais vai chegar a lugar nenhum... Mas se Deus não pode ser frustrado pelo pecado então também não devemos ser. Devemos estar encorajados de que se Deus está trabalhando, nada vai impedir o trabalho. Não nossas ideias, estratégias... mas Deus trabalhando. Sua luz, onde Ele lança a luz irá fazer crescer as sementes. Então seja ousado! Testemunhe corajosamente e espere, espere naquele que não pode ser frustrado em seus planos.


    Olhe o que acontece com o cego de nossa história. Por um lado, a história nos diz que Jesus o viu, isto é, que Ele tomou conhecimento dele. Isso é decisivo. O cego não podia ver Jesus em sua escuridão, mas Jesus viu o cego, e isso, depois de tudo, é o que realmente importa. Os olhos da graça soberana colocada sobre aquele homem em sua escuridão invencível.


    Jesus, como ninguém pode ver a verdadeira necessidade e como a ajuda pode chegar de maneira avassaladora por sua vontade invencível. Só Jesus viu dessa forma.

    Os discípulos olharam para o mesmo homem e só conseguiram ver o poder do pecado... só conseguiram ver o pecador... “Quem pecou”, eles perguntaram, “ele ou seus pais?” (v.2). Que visão limitada e tão comum.


    Já os passantes, os homens que caminhavam e viam aquele homem, viam apenas um mendigo: “Ele é um homem que se sentava para mendigar” (v.8).


    Os fariseus o viram como uma ferramenta que poderia ser útil no seu propósito de o manipularem para prender Jesus. Mas Jesus, o viu com os olhas da graça soberana invencível, e decidiu salvá-lo. Não foi uma estratégia humana que o levou a isso ( o mesmo é verdade hoje ), foi uma decisão “segundo o beneplácito de Sua vontade” (Ef 1.11) – E Ele o salvou.


    Cristo o tomou quando todos o viram de forma que só mostra quão frustrante é o pecado na vida de todos nesta história. Jesus o tomou quando todos os outros o haviam expulsado por motivos vários. Sua família o rejeitou e o havia expulsado. Deus vizinho não acharam e não tinham uso para ele. Seus líderes espirituais, fariseus... o rejeitaram... Eventualmente por causa disso, a nação não tinha espaço para ele.


    Nenhuma família, ou vizinhos, ou líderes espirituais, nação, ou compreensão dos discípulos... cego, sozinho na escuridão. Este é um retrato verdadeiro do coração de cada pecador. No meio da multidão, no meio da família, da nação, dos passantes... mas na verdade, tudo que um pecador é sempre será um cego sozinho na escuridão do seu coração.


    Quem ficou? Quem podia ver a verdade terrível? Os olhas da graça sobre a miséria. Todo homem merece ser abandonado por Deus em sua escuridão, em seu desprezo a Deus, em sua mente inimiga de Deus... “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” - 2 Coríntios 4:3-4


    Só um ato de graça totalmente imerecida pode produzir o milagre: “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” - 2 Coríntios 4:6


    Eis a necessidade! O conhecimento da glória de Deus na face de Cristo pelo brilho de sua graça soberana vencendo a escuridão que frustra todos os esforços humanos, que lutam contra suas consequências, mas não com a visão de que essa escuridão priva o homem da glória de Deus, sua verdadeira necessidade. Mas quando ele diz que das trevas resplandeça a luz, as trevas se vão.

    O cego não viu Jesus, mas Jesus viu o cego. O pecado não pode frustrar Deus.