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    Você não pode escapar!!!





    Não há ninguém que faça o bem, nem um sequer. (Romanos 3:12)


    Totalmente depravado! Estas são palavras terríveis para o homem ouvir. Não quer dizer que o homem é tão mau quando podia ser, mas que todas as suas faculdades foram mortalmente atingidas pela queda. Nada ficou intocado!


    Você pode nunca ter pensado nisso dessa maneira, mas nada que você faz, quando você faz seu melhor, é bom aos olhos de Deus e merece condenação.


    Isso é verdade porque todas as ações do homem natural estão de alguma forma voltadas para si mesmo. As motivações são o ego. Quando faço o “melhor”, esse melhor não visa tão somente a glória de Deus.


    Dizer que uma pessoa é moralmente falida é dizer que a pessoa é completamente desprovida de quaisquer qualidades morais dignas de aprovação de Deus; e todos nós nascemos assim. Tirando Cristo, todos os homens que nasceram neste mundo, nasceram nessa condição.


    A reação natural a essas afirmação é negativa e o homem nunca por si mesmo terá outra reação a uma Verdade tão humilhante. Isso é assim porque no centro dessa falência moral, dessa morte espiritual, no coração irregenerado reina um inimigo invencível do ponto de vista humano. O pecado que é uma espécie de pai de todos os outros, que faz nós vivermos para nós mesmos como se fôssemos deus de nós mesmos, e que por poluir a fonte da vida, polui todos os atos, fazendo que a melhor obra não passe, segundo a Bíblia, de “obras mortas”.


    O Orgulho é um inimigo sutil. Homo incurvatus in si – o homem curvado para si mesmo, assim foi acertadamente definido o problema de todo homem. Deus diz: “Eu odeio o orgulho e a arrogância” ( Pv 8.13). O orgulho é uma característica inata de todo homem depois da queda. E para aceitarmos essa afirmação bíblica tínhamos que ser humildes, mas o orgulho humano faz com que o homem não aceite e veja as profundezas de seu orgulho.


    O orgulho estraga TUDO que pensamos, falamos, fazemos: “Ninguém faz o bem, nem um sequer”. (Romanos 3:12). A única saída é clamarmos por uma vida que não podemos merecer, depender da misericórdia, concordando que merecíamos o inferno e que isso seria nada mais que fazer justiça.


    Precisamos desesperadamente de um novo coração. Precisamos ser criados de novo... mas para vermos nossa desesperada necessidade já teremos que ter recebido essa benção de Deus chamada REGENERAÇÃO. Ver nossa própria miséria ao ouvir o evangelho, sentir que só por graça Deus pode se voltar para um ser que merece condenação; arrependimento verdadeiro que flui da visão de que precisamos da justiça que vem de outro (Cristo) e não de nós mesmos e clamor humilhado por uma vida nova, é a única evidência que nova vida foi criada soberanamente em nós.


    Só com essa vida de Deus derramada em nós que não pode morrer, livres da escravidão do pecado, podemos lutar pela operação contínua do Espírito contra esses inimigos formidáveis.


    Ainda assim, através de toda a sua peregrinação os filhos de Deus terão que lutar contra o orgulho espiritual, e se Deus não continuasse a operar neles todo o tempo, se não fosse pela vida de Deus imortal criada neles, seriam derrotados. Do início ao fim essa será uma obra de Deus e Ele operará em nós o “querer e o efetuar” (Fil 2.13).

    Esse será o bom combate da Fé!

    Amor próprio,
    Busca voltada para si,
    Vontade própria,
    Auto-confiança,
    Justiça própria,
    Todos soldados do orgulho que terão que ser constantemente vencidos no poder daquele que nos regenerou.


    O orgulho é a raiz da qual todos os inimigos existem, vivem e se alimentam: vanglória, amor ao aplauso humano, busca de honra, independência, rebelião, vingança, raiva, desprezo aos outros, ressentimento, ambição, presunção...
    Uma grande fila de soldados inimigos seguem junto com esses. Todos os que foram regenerados estão no campo de batalha contra eles. A vitória só está assegurada pela justiça e princípio de vida que veio de outro (Cristo) por graça. Essa vida faz com que os soldados chamados para o bom combate jamais morram em combate, mas cheguem ao fim vitoriosos no poder daquele que tudo opera para sua glória!

    Sem esta vida dada soberanamente por Deus na regeneração, o homem natural entregue a si mesmo, descobrirá que não há fim para este extenso mal que infecta os corações dos homens, e enche a terra de miséria e sangue. E  ele é um inimigo tão invencível para o homem natural, que depois que esta vida cessar, ele permanecerá reinando em seu atormentado coração.


    Em Adão abandonamos Deus, e depois com alegria confirmamos com nossas vidas esse abandono. Jeremias diz: “Você não trouxe sobre si mesmo tudo isso abandonando o Senhor teu Deus?” (Jer 2.17).


    Quem ousa dizer a Ele que não?  Os pecados são testemunhas diárias contra todo homem – sua carnalidade, avareza, mentalidade mundana, incredulidade, insensatez, rebeldia... Se de fato não tomamos conhecimento do pecado que habita em nós e que corrompe nossos pensamentos, desejos, palavras e ações. Se não sentimos ser verdade que Paulo diz a mais clara verdade: Ninguém faz o bem, nem um sequer. (Romanos 3:12), e recusamos acreditar que tudo em nós são pecados infames, não a vida em nós.


    Mas, se pelo Espírito que nos dá nova vida fomos  obrigados a olhar para dentro e dolorosamente sentimos que o pecado é um morador, um inquilino, e que somos compelido pelo orgulho, que uma serpente se infiltrou neste nosso coração desde sempre, um ladrão que mina e rouba,  um traidor na cidadela da alma que irá trabalhar pela força ou pela fraude, e contra quem nenhuma resolução nossa tem qualquer proveito, se tal for a nossa experiência interior e convicção, nenhum de nós deixará de confessar: "Culpado, culpado! Imundo, imundo! "

    E quando gritamos assim, o poder da nova vida já começou! A armadilha quebrou e Deus soberanamente nos livrou e nos alistou para o bom combate!


    A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos. O nosso socorro está no nome do SENHOR, que fez o céu e a terra.
    Salmos 124:7-8

    Sola Gratia! – Josemar Bessa