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    O que você poderia reivindicar?






    Nós podemos nos aproximar do Trono, mas devemos lembrar que ele é o Trono da Graça! (Hb 4.16) Se houver uma fagulho de ideias sobre méritos e exigências e reivindicações, você estará no lugar errado, diante de um Deus que sequer pode contemplar os trapos imundos que você chama de justiça.


    “Ouça” a voz do profeta Isaías: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”. Isaías 64:6 – Você pode sentir o peso dessas palavras?  Graça é o único chão firme o suficiente para homens em quem todos os atos de justiça são imundos. podem se firmar e ficar de pé, todo o resto é areia movediça.

    Devemos manter duas coisas em mente:

    1        1)   O que somos em Adão.
              2)   O que a Graça de Deus conquistou.

    1 – Nascemos em Adão e só a graça pode nos tirar dessa posição. Se a graça operou em nós de fato, toda a ideia de mérito foi removida de nossa mente. Quando Paulo ainda era um fariseu, ele se achava digno e merecedor da admiração de Deus. Mas quando chegou a ser nova criatura seu brado foi: “Eu sou o principal dos pecadores...” – Este homem está diante do Trono da Graça.
    Neste ponto a ideia de reivindicar ou merecer algo já morreu há muito tempo. Em puro espanto admirado nossas mentes se enchem de pensamentos similares aos de Paulo e Isaías:

    Que fizeste, ó Salvador? Traído por Judas, vendido aos judeus, preso como um bandido, levado como uma ovelha para o abate.


    Falsamente acusado, injustamente condenado, lamentavelmente açoitado, coroado com espinhos, fustigado por palavras rudes, espancado por mãos ímpias...  Por meus méritos? Por meus crimes, por meus atos de “justiça” que eram imundos.


    Tua face santa cuspida, coberto de vergonha, mão e pés cravados na cruz, morto entre ladrões, perfurado com lança cruel, teu sangue precioso manchando a terra, abandonado por Deus.


    Um oceano de Ira divina caiu sobre Ele. Eis a única coisa que o homem natural pode reivindicar – um oceano de ira! Quem olha para cruz não pode manter na mente nem a ideia de mérito, nem a loucura de racionalizar qualquer pecado.


    Mérito? Reivindicação? No trono da Graça? As únicas palavras legítimas são: Eu cometi o crime e foste punido. Eu cometi o pecado e tu sofreste a morte. Eu pequei e tu foste pendurado na cruz. Ah! A profundidade da Graça! Ah! Graça soberana que me alcançou! Ah! Medida infinita da misericórdia divina! O inocente foi acusado, o malfeitor absolvido. O homem merece todo o mal, e o Deus santo é que o sofre.

    Ah! Cordeiro de Deus!

    Eu transbordando orgulho e tu humildade.

    Eu desobediente e tu se tornou obediente até a morte.

    Eu comi o fruto proibido e tu foste pendurado na cruz maldita.

    A cobiça e luxúria me levou ao fruto “agradável”, mas o perfeito amor e obediência o levou a tomar do cálice amargo.

    Eu provei a “doçura” do fruto, e tu o fel amargo.

    2. O que vejo Deus, diante do Trono da Graça?  Tua bondade e minha vileza. Tua justiça e minha injustiça: “Cristo... morreu a seu tempo pelos ímpios. Romanos 5:6


    Reivindicações? Reivindicações são incompatíveis com graça e misericórdia. E apenas isso podemos buscar no Trono da Graça: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. (Hebreus 4:16).

    Diante desse trono a espanto e admiração: Que graça, que bondade, que paciência, que compaixão, que misericórdia, que amor, que poder, que autoridade nos mostra o Deus Soberano e Todo-Poderoso! “Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” ( Romanos 9:15-16 ).

    O Trono da Graça nos ensina, não alguma dignidade em nós, mas que  nenhum caso é muito difícil, nenhuma dificuldade muito grande, nenhum candidato importuno se humilhado, nenhum mendigo inoportuno, nenhum falido pobre demais, nenhum devedor que não possa ser perdoado.

    O coração amoroso do Salvador abraça todos aqueles que o Pai escolheu, que Ele redimiu com seu sangue, que o espírito vivificou em seu poder infinito.

    O Trono da Graça! Que multidão de miseráveis indignos o cercam! Todos precisando de um olhar, de uma palavra, de um toque de Sua mão!

    Só a Graça faz com que o que está assentado no Trono estenda a mão e toque: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. ( Hebreus 4:16 ).


    Sola Gratia! - Josemar Bessa