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    Se você não quer cair, não ande em lugares escorregadios!




    Satanás põe todo seu esforço num único ponto todos os dias. Ele repete isso de novo, e de novo, e de novo... nos fazer acreditar que os prazeres passageiros do pecado são mais gratificantes  do que a obediência, confiança nas promessas de Deus – enfim, mais gratificantes do que a comunhão com Deus!


    Apesar dele sempre estar concentrado no mesmo ponto, ele usa uma grande diversidade e criatividade insidiosa na forma como ele executa minuto a minuto a sua tarefa. Devemos estar completamente familiarizados com suas várias e multifacetadas táticas.


    A maneira completa como Satanás tenta os homens ao pecado tem um “quê” de mistério. Como ele tem acesso a mente humana... mas também é óbvia – senão como poderia seduzir a todos, já que ele não vem, por assim dizer, “pessoalmente” num bate-papo solicitar a iniquidade. Pedro, abordando Ananias lhe disse: “Por que encheu Satanás o teu coração para que mentisse ao Espírito Santo” – Atos 5.3 – Foi num modo de operação oculto – Podemos imaginar Ananias pensando – “Eu preciso guardar um pouco desse dinheiro... Eu já estou velho... Safira também...” – “Eu lutei muito para ganhá-lo... eu estou dizendo que estou dando tudo... mas se eu de fato der, e se alguma necessidade inesperada aparecer?...” – Parecem argumentos corretos... Pelo menos para ele... Mas Pedro diz: “Por que encheu Satanás teu coração!” – Num processo mental assim o próprio Pedro chegou a uma conclusão em sua mente e disse a Jesus: “E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” - Mateus 16:22 – Parecem palavras de compaixão. Era fruto do pensamento de Pedro. Mas como Jesus respondeu? “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.” - Mateus 16:23


    A maneira pela qual Satanás lança sua influência sobre a mente humana está manifestada em todas as páginas da Bíblia. E a seriedade com que somos exortados a nos proteger contra ele deve excitar profunda preocupação e vigilância santa: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” – Mateus 26.41 – É fato que o seu poder, embora naturalmente limitado e restrito, é muito grande, que a sua astúcia é igual ao seu poder, e que sua maldade em nada é inferior a estas outras coisas. 

    A própria ideia de que temos que combater tal inimigo – “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. Efésios 6:11 -  um inimigo que teve a coragem de atacar o Filho de Deus, um inimigo ainda mais perigoso pela nuvem de mistério que paira sobre ele, um inimigo que esconde seus movimentos de nossa observação natural, um inimigo que subjugou nossos pais, não obstante a sua inocência perfeita e numa situação paradisíaca... sua experiência sagaz em arruinar almas deste aquele dia fatídico, um inimigo que pode estar perto de nós a qualquer momento sem ser visto, e, portanto, notado, e pode estar preparando um novo tipo de ataque, devia nos alarmar muito mais do que tem alarmado... o “vigiai e orai” de Cristo não seria ouvido como um eco distante se compreendêssemos mais em que tipo de luta estamos engajados. 


    Muitos cristãos professos manifestam uma confiança descuidada, tem um ar de segurança injustificada – que de forma nenhuma reflete a situação de perigo em que estão, apesar de todas as advertências solenes da Palavra de Deus. Muitas pessoas brincam com Deus orando: “Não nos deixes cair em tentação...” – e depois vão se “divertir”, “brincar”... em lugares escorregadios.


    A tentação em si não é pecado. Isso é extremamente importante, especialmente para aqueles que tem ou “sofrem” de uma consciência excessivamente sensível e terna. Devemos resistir o pensamento de que somos sub-cristãos ou sub-espirituais, simplesmente porque somos frequentemente tentados. Martinho Lutero certa vez disse: “Você não pode impedir que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode impedi-los de construírem um ninho sobre ela.” Seu ponto é que a tentação só se torna pecado quando você concordar com ela... começa a justificá-la na mente, começa a acariciá-la... começa um jogo de prazer com a tentação...


    Muitas vezes a tentação é muito forte porque ela vem na forma de um engodo para satisfazer as necessidades legítimas por meios ilegítimos. A estratégias de Satanás, com Jesus no deserto é um exemplo diss. O pão não é mau. Nem o desejo de aliviar a fome ou comê-lo, especialmente depois dele ter jejuado por 40 dias! A proteção divina é uma promessa válida nas Escrituras (Salmo 91) – Por isso Satanás citou este salmo para Jesus. A autoridade sobre os reinos deste mundo é algo que Deus prometeu ao Filho há muito tempo (Salmo 2) – A tentação, portanto, teve como objetivo seduzir Jesus a alcançar fins divinamente aprovados por meios pecaminosos e ilegítimos. A tentação então é muitas vezes mais forte quando o alívio ou satisfação dela, parece vestir-se e cobrir-se numa promessa bíblica que o pecado e Satanás sugere de foram ilegítima.

    A força da tentação também vem de uma tendência a empurrar virtudes a tal ponto extremo que elas se tornem vícios. Por exemplo, é muito fácil a alegria de comer se tornar gula, ou a benção do descanso se tornar preguiça, ou a diligência se tornar ganância, ou a liberdade da graça uma desculpa para a libertinagem e mundanismo.

    Nós todos sabemos como o prazer pode se tornar sensualidade, ou o auto-cuidado se tornar egoísmo ou vaidade, como a sábia cautela pode rapidamente se tornar cinismo e descrença – a cautela de muitos com as heresias, por exemplo, os tornaram cínicos em relação a igreja – como facilmente a ira justa se torna a raiva injusta, ou a alegria do sexo se torna facilmente em imoralidade, ou a consciência se tornar uma armadilha do perfeccionismo...

    Se você não deseja cair, não ande em lugares escorregadios!!