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    Ninguém que realmente deseja o céu irá perdê-lo.




    Você deseja o céu?


    Em seu melhor sermão. "Peso de Glória", C. S. Lewis explica que o nosso desejo por Deus e nosso desejo do céu, são, em última análise,  o mesmo desejo. E porque eles são o mesmo, Lewis sente-se confiante em afirmar que ninguém que realmente deseja o céu irá perdê-lo: “...tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.” -  Filipenses 1:2


    O desejo pelo céu não é um desejo de recompensa mercenária, mas o desejo da realidade de habitar por toda a eternidade na presença direta e imediata daquele que nos fez para Ele mesmo.


    O verdadeiro desejo pelo céu é bem expresso por John Bunyan (1628 – 1688):


    “...Eu me vejo neste instante no fim da minha jornada, meus dias cansativos terminaram, agora eu irei ver a cabeça que foi coroada com espinhos... eu tenho andado e vivido por fé, mas agora eu vou para onde vou viver por vista, e contemplarei Ele, cuja presença e companhia é o meu deleite. Eu gosto de ver as marcas dos pés do meu Senhor que foram deixadas sobre a terra, mas eu quero ver os seus pés...”



    Muitas vezes, nós, seres humanos, tememos que nossos desejos sejam muito fortes, e que por isso estes se interpõem a salvação. Em nítido contraste com esta visão semi-gnóstica do corpo e de seus anseios, C. S. Lewis garante-nos que o problema real com os nossos desejos não é que eles sejam muito fortes para o céu, mas que eles são muito fracos.


    "Nós somos criaturas indiferentes", escreve Lewis, focados sobre coisas como "bebida, sexo, ambição material... quando infinita alegria nos é oferecida. Somos como uma criança ignorante que quer continuar a brincar com a lama numa favela porque não consegue imaginar o que seria um final de semana na praia. Ficamos então facilmente  satisfeitos."  O céu promete uma purificação, não uma mortificação de nossos desejos mais profundos. E a purificação desses desejos começa agora, nesta vida, nos corações regenerados.


    Um bom retrato disso é o apóstolo Paulo. O apóstolo tinha grandes desejos e eles estavam todos centrados em Cristo. Olhe apenas para três desses muitos desejos centrados em Cristo na vida de Paulo:


    Uma era para ser encontrado em Cristo (Filipenses 3:9).

    Outro foi engrandecer a Cristo (Filipenses 1:20).

    O terceiro era para estar com Cristo (Filipenses 1:23).


    Como diz Thomas Watson (1620-1686): Observe que Paulo não diz: "Eu desejo partir e estar no céu", mas "para estar com Cristo." - É a presença de Cristo que faz o céu, como a presença do rei faz o corte. Não é a querubins ou serafins que fazem o paraíso, mas  "o Cordeiro é a sua luz" (Apocalipse 21:23).

    Você deseja o céu?