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    Estigmas!




    Uma das coisas que caracterizou o Império Romano foi a escravidão, ele era um verdadeiro motor de escravidão. No Império Romano 60 milhões de 100 milhões de sua população eram escravos.


    Eles foram tomados como prêmios em guerras e então vendidos. Se você andasse pelas ruas de Éfeso, Antioquia, Corinto, Roma... nos dias de Paulo, três a cada cinco homens que você encontrasse eram escravos, servos.


    Os donos de escravos marcavam na pele do escravo sua condição, para que se ele fugisse pudesse ser preso, e na maioria das vezes, crucificado por isso. Assim os gregos tinham um nome para a cicatriz que marcava a escravidão. O nome grego era estigma.


    Até hoje para nós um estigma é um sinal de inferioridade, mas naqueles dias era literalmente uma cicatriz que foi feita na carne de um escravo. Era a marca de  sua escravidão. E essa é a palavra que o apóstolo Paulo usa: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.” Gálatas 6:17 – Trago no meu corpo as “estigmas” do Senhor Jesus.


    Em Romanos 1.1, Filipenses 1.1, Tito 1.1 – muitas vezes temos a tradução: “Paul, servo de Jesus Cristo” – mas o que ele escreveu é: “Paulos, doulos Iesous Christou” – Paulo, escravo de Jesus Cristo – Não é minha mente que me dirige, mas a mente de Deus, a mente de Cristo – não minha vontade, mas a vontade de Cristo, não minha obra ou trabalho, mas o de Cristo. Ele era um escravo do Senhor Jesus Cristo, um doulos. E como tal, ele diz: “Eu trago no meu corpo as marcas da servidão ( estigmas ).


    Eu gostaria de ter visto o corpo do apóstolo Paulo. Eu gostaria de tê-lo encontrado. Olhando as grandes cicatrizes lívidas por todo o seu rosto eu poderia ter perguntado: "Paulo, de onde essas cicatrizes vêm?" E ele teria respondido: "Uma vez fui apedrejado em Listra e arrastado para a morte... dos judeus, cinco vezes recebi quarenta açoites menos um, e três vezes fui açoitado com varas romanas [2 Coríntios 11: 24-25] . São as cicatrizes do Senhor."

    Os estigmas do Senhor Jesus. Eu gostaria de ter visto seus pulsos e seus tornozelos; calos grandes em torno de seus pulsos e seus tornozelos. "Paulo, de onde vem esses calos?" E ele poderia ter respondido: "Na prisão, e em masmorras, além da medida" [2 Coríntios 11:23] . É difícil para nós perceber que a maior parte do ministério do apóstolo Paulo foi gasto na prisão e acorrentado a um soldado romano.


    A força da nossa mensagem de que Cristo é a coisa mais preciosa no universo, o impulso e o poder de nosso evangelho está nas lágrimas, no sangue, no coração e no trabalho que estamos dispostos a dedicar a ele. E se eu tivesse que falar e fazer entre muitas, apenas uma observação da mensagem cristã moderna, seria  isto: que somos fracos, e débeis, e fúteis, e anêmicos,... não por não estar em sincronia com a cultura a nossa volta, mas pelo oposto... por que nossos corações desejam ganhar o mundo, estamos assim por nossas lágrimas não choradas, por nosso testemunho do valor de Cristo não ser mostrado em nossas estigmas, por nossa canção: “só me gloriarei na cruz...” – não estar sendo ouvida pelo mundo, por essa canção ser desconhecida. O impulso e força de nossa mensagem devia ser encontrada não em nossa capacidade de sermos culturalmente “relevantes”, mas de derramar nossas vidas por ele; cicatrizes para o Senhor, cicatrizes que o mundo visse como o Império Romano via – estigmas.