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    Qual é a natureza do amor Cristão? – Jonathan Edwards (1703-1758)





    Todo amor cristão verdadeiro é único, e igual no que diz respeito a seus princípios. A despeito do seu objeto, grau, e modo de expressão, este amor jorra de uma mesma fonte. Por isso ele se distingue de outros tipos de amor que são inferiores, e que brotam de vários princípios, motivos, e pontos de vista.


    É o Espírito Santo que influência o coração do Cristão nos diferentes aspectos desta virtude. O seu trabalho é um trabalho único, que nos leva a amar de forma imediata a Deus, e como consequência disso, aos homens. Além disso, cada faceta do amor Cristão brota de um único motivo, ou seja, o amor a Deus e a Sua excelência, beleza, e santidade.


    Nós amamos os homens caídos porque foram feitos à imagem e semelhança de Deus. Nós amamos grandemente os remidos porque, a cada dia, eles se tornam mais semelhantes a Deus. O amor a Deus é o fundamento do amor gracioso demonstrado ao homem.

    A razão nos ensina esta verdade. A verdadeira natureza do amor concede ao homem a direção apropriada para agir com todo respeito, tanto para com Deus, quanto para com os homens. Nenhum outro encorajamento se faz necessário. O amor nos incentivará a honrar, adorar, crer, e obedecer a Deus. O amor nos incentiva a agir como filhos diante do nosso Pai celestial. A alma que ama a Deus se deleita em ser humilhado, ao mesmo tempo em que Ele é exaltado. Quanto ao nosso próximo, o amor nos incentiva a todo comportamento nobre, como a honestidade, mansidão, ternura, e misericórdia. O amor nos afastará de toda inimizade, crueldade, e egocentrismo. O amor não faz mal ao próximo (Romanos 13: 10). O amor nos dá a disposição de cumprir todos os deveres ordenados por Deus em nossos relacionamentos neste mundo. Se o princípio do amor está implantado no coração, ele sozinho é capaz de produzir todas as boas ações, pois ele abrange cada virtude.

    Por isso dizemos novamente: a razão nos ensina que sem o amor, todas as aparentes virtudes e realizações são imperfeitas e hipócritas. A obediência sem amor é fingida e vã. Aquele que não ama a Deus não irá respeitá-Lo, e muito menos confiar nEle. Sem o amor, toda boa conduta externa não passa de hipocrisia vazia.