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    O céu não é nem silencioso nem sombrio - John Stott (1921-2011)





    O Deus da cruz

    Há limites à esfera na qual a mente finita do homem pode trabalhar. Os homens podem realmente investigar a natureza da doença, as causas, a incidência, os sintomas e a cura, mas nenhum laboratório jamais testemunhará a descoberta de seu significado e de seu propósito. Até acreditaria que uma das razões pelas quais Deus não revelou esse mistério é manter a nós, mortais orgulhosos, humildes. Nossos horizontes amplos são tão estreitos para Deus!


    Nosso vasto conhecimento é tão pequeno para ele! Nosso grande cérebro é tão limitado diante dele! Ele nos diz o mesmo que disse a Jó: "Onde você estava quando lancei os alicerces da terra?... Acaso você entrou nos reservatórios de neve...? Você pode amarrar as lindas Plêiades? Pode afrouxar as cordas do Orion?... E você que envia os relâmpagos, e eles lhe dizem: Aqui estamos'?" (Jó 38.4,22,31,35).


    A única atitude correta para com o sofrimento é a adoração ou a humilde entrega de si mesmo. Essa não é a humildade aviltante, mas a humildade serena. Fazer isso não é o mesmo que cometer suicídio intelectual e moral; é reconhecer os limites de nossa mente finita. Isso é, em uma palavra, deixar Deus ser Deus e ficarmos contentes por sermos meros homens. Isso também é razoável quando temos a revelação de Deus como Jó a teve.


    O crítico diz: "Mas nós não a temos". Alto lá! Nós a temos, e você sabe disso muito bem. Nós tivemos a melhor e a mais completa de todas as revelações! Somos muito mais agraciados que Jó. Ele apenas conheceu o Deus da natureza; mas nós conhecemos o Deus da graça. Ele apenas conheceu o Deus da terra, do céu e do mar; mas nós conhecemos o Deus de Jesus Cristo. Ele apenas conheceu o Deus da Lei; mas nós conhecemos o Deus da cruz. Se era certo e razoável que Jó o adorasse, é ainda mais razoável e certo que nós o adoremos. Nós vimos a cruz. O céu não é nem silencioso nem sombrio. O céu abriu-se, e Cristo desceu, e Deus revelou a si mesmo no Cristo da cruz. A cruz é o compromisso e a garantia do amor de Deus.