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    Cristo intercede por nós – Thomas Watson (1620-1686)





    "Também intercede por nós" (Rm 8.34). Quando Arão entrava no lugar santo, seus sinos soavam. Quando Cristo entrou no céu, sua intercessão fez um melodioso som aos ouvidos de Deus. Embora Cristo tenha sido exaltado na glória, não colocou de lado sua compaixão, mas ainda se importa com seu corpo místico.

    Assim como José se importou com seu pai e seus irmãos quando foi promovido à corte, Cristo "também intercede por nós". Interceder significa fazer um pedido a favor de outro. Cristo é o grande Mestre de pedidos no céu. "Cristo é o sacerdote universal do Pai", disse Tertuliano.

    Quais são as qualificações de nosso intercessor?

    i. O nosso intercessor é santo. "Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus" (Hb 7.26); "Aquele que não conheceu pecado" (2Co 5.21).

    Ele conheceu o pecado em seu peso, não em seu ato. Era um requisito, quanto àquele que eliminaria os pecados dos outros, que fosse sem pecado. A santidade é uma das pedras preciosas que brilham no peitoral de nosso sumo sacerdote.



    ii. Nosso intercessor é fiel. "Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus" (Hb 2.17). Moisés foi fiel como servo, Cristo como Filho (Hb 3.5). Ele não se esquece de qualquer causa que tem de defender, nem usa qualquer truque na alegação.

    Um advogado comum pode deixar alguma palavra de fora que venha atrapalhar o cliente ou que é contra o cliente dependendo do incentivo financeiro que recebeu de ambos os lados. Mas Cristo é fiel à causa que ele defende. Podemos deixar nossos problemas com ele, podemos confiar nossas vidas e nossas almas em suas mãos.


    iii. Nosso intercessor nunca morre. Durante o tempo em que durou o ofício dos sacerdotes no período da lei, os sacerdotes morriam: "São impedidos pela morte de continuar" (Hb 7.23). Mas Cristo vive "sempre para interceder por eles" (Hb 7.25). Cristo não tem sucessor em seu sacerdócio.