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    . . .ninguém sabe, exceto Seus amados – M. Lloyd-Jones (1899-1981)





    Para (os incrédulos) Jesus Cristo foi apenas um homem que recebeu os primeiros cuidados de recém-nascido numa simples manjedoura, viveu, alimentou-se e bebeu como os demais seres humanos, e trabalhou como carpinteiro. Depois foi crucificado, na mais completa fraqueza. «Esses são os fatos», dizem eles, «e vão querer que eu creia que ele é o Filho de Deus? Impossível» . . .


    Pensam apenas numa plana racional. . . E assim é o pensamento racional. Você lhes fala da doutrina do novo nascimento, e eles dizem: «É claro que coisas desse tipo não acontecem; não há milagres. . . uma vez que se fale em milagres, já se estará violando as leis da natureza». Como disse Matthew Arnold: «Milagres não podem acontecer; logo, não aconteceram milagres». É assim o pensa-mento racional.


    . . .antes de alguém tornar-se cristão, tem que parar de pensar desse modo. Deve adotar novo tipo de pensamento; tem que começar a pensar espiritualmente. . . quando nos tornamos cristãos. . . descobrimos que passamos a pensar de maneira diferente. Ficamos noutro nível. . . os milagres já não são problemas, o novo nascimento já não é problema, a doutrina da expiação já não é problema.


    Temos um novo entendimento, raciocinamos espiritualmente. Nosso Senhor foi visitado por Nicodemos, que. . . disse: «Senhor, tenho observado os teus milagres; por certo tu és um Mestre, vindo da parte de Deus, pois ninguém pode fazer as coisas que fazes se Deus não estiver com ele». E certamente estava querendo acrescentar: «Dize-me como o fazes. . .» Mas o Senhor olhou para ele e. . .o que disse a Nicodemos significa o seguinte: «Nicodemos, se achas que podes compreender isto antes que suceda contigo, cometes um erro e tanto. Jamais serás um cristão desse jeito. . . estás tentando compreender coisas espirituais com o teu entendimento natural. Mas não podes. Embora sejas mestre em Israel, terás de nascer de novo. . . é preciso que te dês conta de que a natureza deste novo tipo de raciocínio é espiritual».


    Faith on Trial, p. 35,6.