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    Não ofereçais vosso corpo ao Pecado - João Calvino (1509-1564)





    Nem ofereçais ao pecado os membros de vosso corpo.

    Rm 6.13

    Uma vez que o pecado haja adquirido o domínio de nossa mente, todas as nossas faculdades são imediatamente aplicadas ao seu serviço. O apóstolo, pois, descreve aqui o reinado do pecado através de suas consequências, a fim de enfatizar mais nitidamente que curso devemos seguir, caso desejemos desvencilhar-nos de seu jugo.



    Ao referir-se aos nossos membros como instrumentos, o apóstolo está usando uma metáfora militar, como se quisesse dizer que assim como um soldado tem seus braços sempre em prontidão para fazer uso deles sempre que seu general lhe ordene, mas que jamais os usa a não ser que receba ordem de assim o fazer, também os cristãos devem considerar todos os seus membros como armas de guerra espiritual. Se, pois, impedem o uso apropriado de qualquer de seus membros, então se acharão engajados no serviço do pecado.




    Todavia, eles fizeram um voto de servir a Deus e a Cristo, e se vêem atados ao mesmo. Acham-se, pois, sob a obrigação de refrear toda a sua conduta nas esferas do pecado. Então, que todos aqueles, cujos membros se acham plenamente dispostos a cometer todo gênero de abominação, como se fossem eles prostitutas de Satanás, considerem aqui com que direito reivindicarão ainda o nome de cristãos.




    Ao contrário disto, o apóstolo nos convida a dedicarmo-nos totalmente a Deus, de modo a podermos refrear nossos corações e mentes de vaguearem por onde as luxúrias da carne queiram conduzir-nos. A nossa busca deve ser direcionada unicamente para a vontade de Deus, sendo solícitos em receber seus mandamentos e estando sempre preparados a obedecer às suas ordens. Nossos membros, igualmente, devem ser dedicados e consagrados à sua vontade, de modo que todas as nossas faculdades, tanto da nossa alma como do corpo, aspirem tão-somente a sua glória.



    E há razão para tal atitude, ou seja: visto que nossa vida anterior foi destruída, não foi em vão que o Senhor nos criou outra, para que nossas ações estejam em harmonia com ela.