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    Impecabilidade - J. I. packer




    Jesus era totalmente isento de Pecado.


    [Cristo] não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca.

    1 PEDRO 2.22



    O Novo Testamento insiste que Jesus era totalmente  isento de pecado (Jo 8.46; 2 Co 5.21; Hb 4.15; 7.26; 1 Pe 2.22; 1 Jo 3.5). Isto quer dizer que não somente Ele nunca desobedeceu a seu Pai, mas que amava a lei de Deus e sentia sincero prazer em cumpri4a. Nos seres humanos degradados há sempre alguma relutância em obedecer a Deus, e algumas vezes ressentimento que se transforma em ódio diante das alegações que Ele faz sobre nós (Rm 8.7). Mas a natureza moral de Jesus era inocente, como foi a de Adão antes de seu pecado, e em Jesus não havia nenhuma inclinação prévia de afastar-se de Deus que permitisse a Satanás tirar proveito disso, como há em nós. Jesus amava seu Pai e a vontade do Pai de todo seu coração, mente, alma e força.



    Hebreus 4.15 diz que Jesus foi "tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado". Isto significa que todas as tentações que enfrentamos — para satisfazer erradamente os desejos naturais do corpo e da mente, evitar assuntos morais e espirituais, desviar-se da moral e buscar caminhos fáceis, ser menos do que amável, solidário e bondoso para com os outros, tornar-se autoprotetor e autocomiserativo etc. — vieram sobre Ele, mas Ele não cedeu a nenhuma delas. A oposição opressora não o subjugou, e diante da agonia do Getsêmani e da cruz lutou contra a tentação e resistiu ao pecado, a ponto de ter seu sangue derramado. Os cristãos devem aprender com Ele a proceder da mesma maneira (Hb 12.3-13; Lc 14.25-33).




    A impecabilidade de Jesus era necessária para a nossa salvação. Não fosse Ele "um cordeiro sem defeito e sem mácula", seu sangue não teria sido "precioso" (1 Pe 1.19). Ele mesmo teria necessitado de um salvador, e sua morte não nos teria redimido. Sua obediência ativa (perfeita conformidade permanente à lei de Deus para a raça humana, e à sua vontade revelada para o Messias) qualificou Jesus a tornar-se nosso Salvador ao morrer por nós sobre a cruz. A obediência passiva de Jesus (suportando o castigo da lei violada de Deus como nosso substituto imaculado) coroou sua obediência ativa para assegurar o perdão e aceitação daqueles que colocaram sua fé nele (Rm 5.18,19; 2 Co 5.18-21; Fp 2.8; Hb 10.5-10).