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    Dá-me, filho meu, o teu coração! – M. Lloyd-Jones (1899-1981)





    O que Deus quer, o que o nosso bendito Senhor quer, acima de tudo, somos nós mesmos — o que a Escritura chama nosso «coração». Ele quer o homem interior, o coração. Ele quer nossa submissão. Ele não quer apenas a nossa profissão (de fé), o nosso zelo, o nosso favor, as nossas obras, nem qualquer coisa mais.



    Ele nos quer. ... Deus não quer nossas ofertas; Ele não quer nossos sacrifícios; Ele quer nossa obediência, quer-nos a nós mesmos. E possível que um homem diga coisas certas, seja muito ocupado e ativo, alcance visivelmente resultados magníficos e, contudo, não se tenha entregado ao Senhor. Ele pode estar fazendo isso tudo para si próprio. ... E isso é, afinal, o maior insulto que podemos fazer a Deus.


    ... dizer: «Senhor, Senhor» fervorosamente, ser ocupado e dinâmico e, todavia, negar-Lhe a verdadeira fidelidade e submissão, insistir em reter a direção de nossas próprias vidas, e permitir que as nossas próprias opiniões e argumentos antes que os da Escritura dirijam o que fazemos e o modo como o fazemos... e tudo mais que façamos — por maiores que sejam as nossas oferendas e sacrifícios, por mais maravilhosas que sejam as obras que façamos em Seu nome — isso tudo de nada nos valerá.


    Se cremos que Jesus de Nazaré é o unigênito Filho de Deus, que Ele veio a este mundo, suportou a cruz do Calvário, morreu por nossos pecados e ressuscitou a fim de justificar-nos e dar-nos nova vida e preparar-nos para o Céu — se você de fato crê nisso, há uma única e inevitável conclusão lógica, a saber, que Ele tem direito à posse total das nossas vidas, tudo, sem nenhum limite, de nenhuma espécie. Isso significa que Ele deve ter a direção não só das coisas grandes, mas também das pequenas. ... Devemos submeter-nos a Ele e ao Seu caminho segundo as condições que aprouve a Ele nos revelar na Bíblia; e se o que fazemos não se amolda a este modelo ... trata-se do tipo de conduta que leva Cristo a dizer a certa gente: «Apartai-vos de mim, vós que praticais iniquidade.»


    Ele os designa desse modo 'porque ... faziam tudo aquilo para agradar-se a si mesmos, e não para agradar a Ele. Examinemo-nos solenemente à luz destas verdades.



    Studies in tbe Sermon on the Mount, ii, p. 281,2.