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    Ao tentar se relevante a mensagem “cristã” foi tragada pelo Mundo – J. I. Packer




    •        o relativismo secular controla o mundo da educação;


    •        o materialismo consumista controla o mercado;


    •        a ideia de que podemos saber o que é finalmente verdade sobre a vida é ridicularizada;


    •        a tolerância para com todo abandono da sabedoria do passado é incentivada;


    •        qualquer apelo a padrões absolutos de certo e errado é visto como fanatismo.


    Na prática, o Cristianismo deixou de ser uma base aceitável de vida pessoal e comunitária no Ocidente. Ele tem sido reduzido a um mero lazer para a minoria a quem ele ainda interessa.

    As igrejas do Ocidente, enquanto isso, apresentam um espetáculo de confusão em termos de fé e princípios morais. Em vista do modo como o pluralismo de crenças e comportamentos é atualmente gerado e aplaudido em centros de estudo teológico, parece certo que a confusão ainda vai continuar. É um fato triste, porém inegável, ver que o arrependi mento hoje raramente é mencionado em evangelismo, discipulados e atendimentos pastorais, até entre evangélicos e cristãos tradicionais.

    A preocupação em provocar um entusiasmo da congregação, apoiar os cristãos que atravessam crises, descobrir e afiar dons e talentos, prover programas baseados no interesse geral e aconselhar pessoas com problemas de relacionamento tem colocado este assunto em outro plano. Consequentemente, as próprias igrejas, ortodoxas e heterodoxas, perdem a realidade espiritual, e todos os seus membros são muitas vezes pessoas superficiais sem fome pelos profundos alimentos de Deus.

    Definitivamente não, a nossa época não é uma boa para tentar promover a disciplina do arrependimento contínuo. No entanto, esta ênfase sempre se faz necessária, muito mais agora em que o arrependimento é um assunto que não está em voga. Portanto, prossigamos.

    Assim como nós, cristãos, devemos louvar a Deus, render-lhe graças e fazer-lhe petições, devemos nos arrepender diariamente. Esta disciplina é tão essencial à santidade como qualquer outra. Por mais que estivesse errada a antiga prática da penitência, sua exigência para que o cristão se apresentasse regularmente no confessionário pelo menos o mantinha consciente do fato de que encarar, resistir e lutar contra o pecado é uma tarefa constante. Quanto mais uma pessoa se aprofundar na vida santa, mais pecados achará nas atitudes do seu próprio coração, necessitando, então, ser tratada neste sentido. Assim como a verdadeira sinceridade da nossa devoção é o verdadeiro termômetro da qualidade do nosso discipulado, a eficácia do nosso arrependimento diário é o verdadeiro termômetro da qualidade da nossa devoção.