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    Pai nosso. . . – Martyn Lloyd-Jones ( 1899-1981)




    (diga essas palavras várias vezes — devagar, reverentemente, e com intervalos de silêncio).


    A presença do Espírito Santo em nós faz-nos lembrar nosso relacionamento com Deus. Isso é maravilhoso (Ro-manos 8.15)... A presença do Espírito Santo em nós faz-nos lembrar nossa filiação, sim, nossa filiação adulta. Não somos bebês. . . Somos filhos no sentido mais completo e na posse de todas as nossas faculdades. A clara percepção disso livra-nos do espírito de escravidão e covardia. Não elimina a «reverência e o santo temor», mas elimina o medo que o espírito de escravidão produz. . .


    . . .capacita-nos a ver que nosso objetivo na vida cristã não é simplesmente atingir certo padrão, mas, antes, agradar a Deus por ser Ele o nosso Pai — «o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai» (Romanos 8.15). O escravo não tinha permissão para dizer «Aba», e o espírito de escravo não considera a Deus como Pai. Não chegou a entender que Ele é Pai, considera-o apenas como Juiz que condena.


    Mas isso é errado. Como cristãos, devemos aprender, pela fé, a apropriar-nos do fato de que Deus é nosso Pai. Cristo ensinou-nos a orar: «Pai nosso». Este eterno e infinito Deus fez-se nosso Pai e, no momento em que o constatamos, tudo tende a mudar. Ele é nosso Pai e sempre cuida de nós; Ele nos ama com amor eterno; tanto nus amou que enviou Seu unigênito Filho ao mundo e à cruz para morrer por nossos pecados. Esse é o nosso relacionamento com Deus e, assim que o compreendemos, ele transforma tudo. Daí por diante, meu desejo não é guardar a lei, mas agradar a meu Pai. Nossa vida humana já nos dá experiência disso.


    O amor filial, o respeito filial, o temor filial é tão diferente daquele velho medo servil. . . Nosso viver cristão não mais consiste de regras e regulamentos, e, sim, do desejo que temos de mostrar-Lhe nossa gratidão por tudo o que Ele fez per nós.


    Spiritual Depression, p. 172.