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    Aceitando um «antigo Evangelho» num mundo moderno (I) – Martyn Lloyd-Jones




    Demos nossas razões para crer ainda no antigo Evangelho no mundo moderno. Nossa primeira razão ... o que o homem como tal não mudou nada. Todas as mudanças de que os homens se gabam tanto, são externas. Não são mudanças operadas no homem propriamente dito, mas apenas em seu modo de agir, em seu meio ambiente -. «Mas decerto há algum engano», dirá alguém. «Você ainda não viu o homem moderno viajando em seu avião a mais de seiscentos quilômetros por hora?



    Você quer sugerir que ele é idêntico ao homem do passado que andava a pé, a seis quilômetros por hora?» Mas espere um momento. Vamos examinar estes dois homens. Aí vão eles, um a mais de seiscentos quilômetros por hora, o outro a seis quilômetros por hora. A questão vital que requer resposta em cada caso é: qual é o objetivo da viagem? ... precisamente o mesmo em ambos os casos.



    Os indivíduos vão indo namorar, ou guerrear, ou negociar, ou vão decididos a desfrutar prazer. Há somente uma real diferença entre os dois. É a velocidade em que viajam rumo à mesma meta. Qual é, na realidade, a precisa diferença existente entre o orgulho que o homem moderno tem de sua cultura e sofisticação, e o orgulho dos homens que, nos albores da história, tentaram erigir até o céu a torre de Babel?



    ... Não faz parte do nosso propósito difamar ou depreciar o poder e a capacidade do homem moderno. ... Ele até conseguiu dividir o átomo, (a fissão nuclear)! Contudo ... ele tem sido incapaz de imaginar um novo pecado. Todos os pecados que estão sendo cometidos no mundo moderno você os verá mencionados no Velho Testamento. ...


    O homem como tal, absolutamente não muda. Ele ainda continua sendo a mesma personagem contraditória que sempre foi, desde a queda. Essa é a nossa primeira razão para continuar a apresentar-lhe o antigo Evangelho de Jesus Cristo.


    Truth Unchanged, Unchanging, p. 110-112