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    A Palavra não é popular? E daí? - John MacArthur




    PREGA A PALAVRA


    A Bíblia ressalta sempre a impossibilidade do povo de Deus encontrar a verdade espiritual essencial em qualquer outra fonte que não a Palavra de Deus.


    2 Timóteo 3.16,17 define a questão da suficiência bíblica para o cristão. Normalmente se pensa desses versículos como uma ratificação de inspiração, e certamente eles o são. Mas observe a clareza e firmeza com a qual também reiteram a suficiência das Escrituras: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (grifo acrescentado).


    A tarefa do pregador é proclamar a completamente suficiente Palavra de Deus, e nada mais. Paulo escreveu isto a Timóteo:


    Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a  palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas (2 Tm 4.1-4).


    Observe que Paulo reconhece que as Escrituras nem sempre seriam populares. Ele rapidamente admitiu que viria uma época em que as pessoas virariam as costas, procurando ter seus ouvidos coçados (ou "necessidades satisfeitas") por pregadores que estavam dispostos a suprir seus desejos egoístas, oferecendo uma mensagem alternativa que não a verdade bíblica. Contudo, Paulo relembrou Timóteo que a pregação da Palavra de Deus é o único guia confiável para ensinar, repreender, corrigir ou exortar pessoas de acordo com a vontade de Deus. Além disso, ela é a única mensagem legítima para qualquer pregador convocado por Deus. Por conseguinte, Paulo encorajou solenemente a Timóteo que continuasse pregando a Palavra.


    Estou convencido de que a pregação da Palavra é o fundamento necessário sobre o qual o ministério de aconselhamento deve ser edificado. Até mesmo o aconselhamento bíblico mais forte é minado se vier acompanhado de uma pregação fraca ou ambígua. De outro lado, a pregação clara e poderosa tem sucesso em tocar corações resistentes ao conselho sábio.


    Em contraste com isso, a pregação destituída de uma mensagem bíblica clara pode ter pouco ou nenhum efeito positivo. Os pregadores que recheiam seus sermões com psicologia, enquanto minimizam o conteúdo bíblico, colherão o efeito de ver mais pessoas de seu rebanho relutando com incapacidades crônicas, emocionais e espirituais, pessoas que incessantemente procuram respostas em todos os lugares errados possíveis. Esse é precisamente o estado das coisas em tantas das igrejas evangélicas dos dias atuais.


    Tenho convicção de que a crise e a controvérsia no aconselhamento praticado na igreja atualmente logo diminuiriam, se os pregadores obedecessem a essa simples diretiva de Paulo: "Prega a Palavra". Os pregadores estariam direcionando seu povo para a única fonte de ajuda real para os problemas espirituais que enfrentam. A confiança das pessoas na suficiência das Escrituras seria restabelecida. A Palavra de Deus estaria livre para realizar o propósito para o qual foi tencionada. E a Igreja como um todo seria revolucionada.