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    Um Cristo apenas Utilitário – John MacArthur



    - Nenhum Anseio de Prestar Culto –

    Cristãos falsos não anseiam por cultuar verdadeiramente. Em João 4.23, Jesus define salvação como culto quando diz: "são estes que o Pai procura para seus adoradores". As pessoas perguntam-me como podemos determinar aqueles que são realmente cristãos ou não. Você não pode realmente diferenciá-los

    apenas pela observação, pois alguns não-cristãos vivem, aparentemente, vidas moralmente corretas, ao passo que alguns cristãos pecam de modo visível e público. Você não pode distingui-los por aquilo que dizem; se você os ouvir durante bom tempo, a verdade provavelmente aparecerá, mas algumas pessoas vigiam muito bem a própria língua. O modo pelo qual você pode afirmar que uma pessoa é verdadeiramente cristã seria avaliando o que ela deseja. Se ela anseia por louvar e cultuar a Deus e Cristo, esta é uma evidência de um coração transformado.

    Nos versículos seguintes de João 6, os discípulos navegaram pelo mar da Galiléia em direção a Cafarnaum, deixando Jesus para trás como ele os ordenara fazer. O verdadeiro teste do seu discipulado manifesta-se no versículo 18: "E o mar começava a empolar-se, agitado por vento rijo que soprava". Qualquer pessoa que já tenha estado no mar da Galiléia com certeza pode compreender isso. O mar da Galiléia está abaixo do nível do mar e cercado por montanhas. O vento seco do deserto, chamado siroco, precipita-se pelo Canyon abaixo e rodopia pelo lago formando um turbilhão tão forte que pode provocar ondas realmente violentas.

    O versículo seguinte continua a história: "Tendo navegado uns vinte e cinco a trinta estádios, eis que viram Jesus andando por sobre o mar, aproximando-se do barco; e ficaram possuídos de temor". Novamente se Jesus pensava que um bom espetáculo poderia salvar as pessoas, ele deixou passar a oportunidade. Nenhum toque de trombeta celestial ou relâmpagos do céu anunciaram sua presença. Sua chegada foi simples e discreta. Aqui o cenário foi uma tempestade no mar no meio da noite. Um barco cheio de homens exaustos depois de horas  de luta nas águas turbulentas sem saber se iriam sobreviver ou não. Então, de repente, eles olharam e lá estava Jesus caminhando sobre o mar em direção ao barco.

    João diz-nos que eles ficaram aterrorizados. Eu também entraria em pânico. Ninguém anda sobre a água. A passagem paralela em Mateus acrescenta o fato de que Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água em direção a Jesus, mas "Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!" (14.30). Em sua excitação e impetuosidade, Pedro pulou do barco, mas então olhou ao redor e disse a si mesmo: "O que estou fazendo aqui?"

    Sem dúvida os discípulos estavam com medo da tempestade, mas estavam com muito mais medo daquele Ser andando sobre as águas, o qual era ninguém mais do que o próprio Deus. A chave está no versículo seguinte: "Mas Jesus lhes disse: Sou eu. Não temais!" Ele acalmou a tempestade e imediatamente o barco seguiu de onde estava até a praia. A passagem soa quase como se tivessem viajado miraculosamente, sem cruzar o mar. E Mateus diz: "os que estavam no barco o adoraram" (veja 14.33)

    Alguns crentes nunca se dobram em maravilhada adoração. Sua perspectiva é estritamente utilitária: "O que você fará por mim, Jesus? Desejo segui-lo porque é aqui que as coisas acontecem. E eu poderia fazer um bom uso de alguns milagres a mais". Não há nenhum movimento de adoração profunda diante do Senhor.

    Mas os verdadeiros discípulos estão presentes também e suas atitudes os separam do resto. Como Mateus descreve em 14.33: "E os que estavam no barco o adoraram". Observe as pessoas que alegam ser cristãs e perceba quão profundamente elas adoram ao Senhor. Observe como cantam os hinos. Pergunte a elas como é sua vida de oração. Qual a importância de ir à igreja aos domingos? Será Jesus Cristo o amado de sua vida? Isso parece óbvio?

    E possível distinguir, se você olhar bem de perto. Crentes verdadeiros demonstram profunda humildade, um senso de respeito genuíno e reverência por Jesus Cristo. São eles marcados por uma adoração maravilhada? Se não são, não permanecerão junto daqueles que apresentam essa atitude a despeito de tudo que se fizer para torná-la atraente. Quando apresentam essa disposição para a adoração, você não consegue mantê-los longe não importa o quanto a verdade possa ser nítida e desafiadora.