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    O Homem Existe para Deus e não Deus para o Homem







    Pergunta 1. Qual é o fim principal do homem?


    Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

    Referências Bíblicas: ICo 10.31; SI 73.24-26; Jo 17.22, 24.

    Perguntas:

    1.      Qual é o sentido da palavra "fim" nesta pergunta?

    A palavra significa alvo, propósito, intenção. Nota-se que a palavra "fim" é qualificada pela palavra "principal". Vê-se, pois, que o homem terá outros propósitos nesta vida, mas seu propósito mais importante deverá ser glorificar a Deus. Isso está de conformidade com o propósito para o qual o homem foi feito. É quando estamos alienados de Deus que temos em vista a finalidade ou o propósito errado.

    2.      Qual é o sentido da palavra "glorificar" nesta pergunta?

    Calvino nos diz que a "glória de Deus é quando sabemos o que ele é". Em seu sentido bíblico, é estar lutando para salientar uma coisa divina. Nós o glorificamos quando não buscamos nossa própria glória, e sim buscamos a ele primeiro em todas as coisas.

    3.      Como podemos glorificar a Deus?

    Agostinho disse: "Tu nos criaste para ti mesmo, ó Deus, e nosso coração está desassossegado até encontrar repouso em ti". Glorificamos a Deus crendo nele, confessando-o diante dos homens, louvando-o, defendendo sua verdade, mostrando os frutos do Espírito em nossa vida, adorando-o.

    4.      Qual a regra de que nos devemos lembrar com respeito a glorificar a Deus? Devemos nos lembrar que todo cristão é chamado por Deus a uma vida de serviço. Glorificamos a Deus quando usamos para ele as capacidades que ele nos deu, embora devamos nos lembrar que nosso serviço deve vir do coração e não ser feito simplesmente como obrigação.

    5.      Por que a expressão "glorificá-lo" está colocada antes de "gozá-lo" na resposta? Está colocada antes porque é preciso primeiro glorificá-lo para depois gozá-lo. Se o gozar de sua companhia viesse primeiro, você correria o risco de supor que Deus existe para o homem em lugar de os homens para Deus. Se uma pessoa desse ênfase a gozar da companhia de Deus mais do que a glorificar Deus, haveria o perigo de um tipo de religião simplesmente emocional. A Bíblia diz: "Na tua presença há plenitude de alegria...." (SI 16.11). Mas alegria vinda de Deus vem de estar num relacionamento certo com Deus, o relacionamento sendo colocado dentro dos limites bíblicos.

    6. Qual é um bom versículo da Bíblia para decorar para nos lembrarmos da lição encontrada na pergunta número 1 ?

    "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo..." (SI 42.1,2a). Isso nos recorda o relacionamento que é certo para o cristão, olhar para ele. É aí que encontramos nossa capacidade de glorificá-lo e sentir a alegria resultante.

    A PRIMEIRA PREOCUPAÇÃO DO HOMEM

    E fato lamentável que o cristão comum, que promete ser leal aos Padrões de Westminster, é um cristão que muitas vezes não vive esses padrões nas ocupações diárias da vida. É bom crer — é bom ter um credo no qual crer. Mas muito mal pode resultar de se crer num credo e não vivê-lo no dia-a-dia. De uma existência desse tipo chegamos a um nível baixo de vida espiritual, e o crente professo torna-se frio, formal, sem nenhum poder espiritual em sua vida.

    Devemos sempre reconhecer que a primeira lição do nosso catecismo a ser aprendida é que nossa preocupação primária é estar a serviço do Deus Soberano. Nosso Breve Catecismo de Westminster não começa com a salvação do homem. Não começa com as promessas de Deus a nós. Começa colocando-nos no relacionamento certo com nosso Deus Soberano. James Benjamin Green nos diz que a resposta à primeira pergunta do catecismo afirma duas coisas: "O dever do homem: 'glorificar Deus'. O destino do homem: 'gozá-lo'."

    É lamentável que embora tenhamos herdado os princípios de nossos pais, no fato que o Credo deles ainda é nosso Credo, tantas vezes falhamos em não herdar o desejo de praticar seu modo de vida. Muitas pessoas irão tentar se justificar aqui, dizendo que vivemos numa época diferente, que as tentações e a velocidade da vida de hoje nos distraem das coisas espirituais. Mas quaisquer que sejam as desculpas que apresentemos, o catecismo nos instrui já de início que nosso dever é glorificar a Deus; será esse nosso propósito principal na vida. Todos nós precisamos observar as palavras válidas de J.C. Ryle com respeito ao nosso viver cristão: "Onde será que estão a negação do eu, o remir do tempo, a ausência de luxo e gratificação própria, o afastamento inconfundível das coisas do mundo, a aparência de estar sempre ocupado com os negócios do Mestre, a coerência de visão, o alto tom de conversação, a paciência, a humildade que distinguiam tantos dos nossos antecessores...?"

    Que Deus possa ajudar a cada um de nós a fazer uma pausa neste exato momento, ler novamente a primeira pergunta e a resposta de nosso Breve Catecismo e orar a Deus para que de hoje em diante, a cada dia, vivamos para sua glória. Não é difícil conhecermos as características de uma vida assim. Os frutos do Espírito de Gálatas 5 são bastante claros.

    Leonard T. Van Horn