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    Baxter ou Orton – Qual a Necessidade Atual? – Horatius Bonar (1808 –1889)


    “Quanto mais poderiam fazer no ministério uns poucos homens bons e fervorosos do que uma multidão de homens mornos!” disse Oecolampadíus, o Reformador suíço - um homem que aprendeu através da sua própria experiência, que tem sido preservada para o benefício de outras igrejas e outras épocas.

    A mera multiplicação de homens que chamam a si mesmo de ministros não vai ajudar muito. Eles não serão mais que "chuchus de cerca".

    Eles podem ser como Acã, trazendo problemas para o acampamento; ou talvez como Jonas, trazendo tempestades. Podem ser ortodoxos na doutrina, mas por causa de incredulidade, morbidez e um formalismo doentio, tais ministros podem causar danos irreparáveis à causa de Cristo, causando um esfriamento e fazendo murchar toda espiritualidade em volta deles. O ministro morno ainda que teoricamente ortodoxo é fatalmente mais funesto para as almas do que aqueles que são grosseiramente inconsistentes ou flagrantemente heréticos. "Que homem sobre a face da terra é tão pernicioso quanto um ministro fútil e preguiçoso?" disse Cecil. E Fletcher observou bem ao dizer que "pastores mornos geravam cristãos desleixados". Será que a multiplicação de ministros dessa linha, não importa quantos, pode ser considerada como bênção para o povo?

    Quando a Igreja de Cristo, em todas as suas facetas denominacionais, retornar ao exemplo da Igreja Primitiva, e andar de acordo com as pegadas apostólicas buscando uma conformação maior com os modelos inspirados, não permitindo que nada que seja pertinente às coisas deste mundo se interponha entre ela e a Cabeça, o Cristo Vivo, só então poderá ela estar atenta em relação aos homens que ela mesma responsabiliza para o cuidado das almas, homens estes que, além de bem instruídos e capazes devem ser distinguidos pela sua espiritualidade, zelo, fé e amor.

    Fazendo uma comparação entre Baxter e Orton, o biógrafo do primeiro observa que “Baxter teria colocado fogo no mundo enquantto Orton acenderia um fósforo”. Quão verdadeiro! Mas isso não é verdade apenas no que concerne a Baxte, e a Orton. Esses dois indivíduos são representantes de dois tipos existentes na Igreja de Cristo em todas as épocas e em quaisquer denominações. O segundo tipo, representado por Orton, é o mais numeroso: Os Ortons podem ser contados as centenas, mas os Baxters ás dezenas; mesmo assim quem não preferiria uma copia única do primeiro, em lugar de mil cópias do outro?

    Fazendo uma comparação entre Baxter e Orton, o biógrafo do primeiro deles observa que "Baxter teria colocado fogo no mundo enquanto Orton acenderia um fósforo." Quão verdadeiro! Mas isso não é verdade apenas no que concerne a Baxter e a Orton. Esses dois indivíduos são representantes de dois tipos existentes na Igreja de Cristo em todas as épocas e em quaisquer denominações. O segundo tipo, representado por Orton, é o mais numeroso: Os Ortons podem ser contados às centenas, mas os Baxters às dezenas; mesmo assim quem não preferiria uma cópia única do primeiro, em lugar de mil cópias do outro?