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    Os Socinianos hoje e o Livre-arbítrio



    - Um homem chamado Fausto Socino (1539 - 1604), que viveu na época da Reforma - como é a regra nos nossos dias - Só aceitava as partes da Bíblia que lhe pareciam razoáveis e aceitáveis. Um dos seus objetivos era reviver o conceito grego de lívre-arbítrioa bsoluto dos homens. Os filósofos gregos afirmavam que para ser absolutamente livre, alguém precisava estar completamente fora do controle dos deuses. Liberdade que envolvia até mesmo estar livre do conhecimento que esses deuses poderiam ter da pessoa. Quanto menos os deuses soubessem sobre as pessoas, mais confortáveis elas se sentiam.
    Fausto Socino nos mostra que mesmo na nascimento de uma Reforma que proclamou a Soberania absoluta de Deus - já havia as sementes que hoje se tornaram "grandes árvores" na "igreja" - proclamando um "Deus" limitado, incapaz, que é frustrado - enfim, totalmente humano. William James (1842 - 1910) - um grande defensor dessa idéia - de que o homem é radicalmente livre e que Deus é finito, fazendo o melhor possível para erradicar o mal do mundo, mas sem obter sucesso. Segundo ele Deus não conhece o futuro... É lógico que tal teoria floresceu entre os teólogos liberais.
    Os socinianos, que na verdade apenas reverberavam as idéias gregas, como não queria afirmar abertamente que Deus não era Onisciente, redefiniram onisciência - Dizendo que a onisciência divina significa que Deus conhece tão somente o que é possível ser conhecido - as decisões das criaturas não eram possíveis ser conhecidas. Desse modo, uma vez que Deus não pode conhecer o que não é possível ser conhecido, não sabe quais serão as nossas decisões até que a tomemos.
    As implicações disso são que tudo que a Bíblia diz sobre Deus - é mera fantasia. Deus se torna apenas um homem com alguns poderes maiores que nós. A Bíblia é um livro de profecias - todas as profecias sobre Cristo, por exemplo, se cumpriram com exatidão - mas é óbvio que o cumprimento delas, dependeu de várias atitudes e escolhas que homens fizeram, e é óbvio que isto era conhecido desde a eternidade - Ele só nasceu em Belém porque o Império Romano (alguém) - resolveu que cada habitante devia voltar a sua cidade para que a população fosse contada e cadastrada... - O cumprimento das Escrituras é um tema constante na vida de Cristo.
    Todas as profecias sobre Ele se cumpriram:
    1.      A traição por um amigo da família (Sl 41.9)

    2.      Os discípulos que o abandonaram por terem se sentido ofendidos (Sl 31.11)

    3.      A falsa acusação (Sl 35.11).

    4.      O silêncio diante dos juízes (Is 53.7)

    5.      A sua inocência provada (Is 53. 12)

    6.      A inclusão entre os pecadores (Is 53.12)

    7.      A crucificação (Sl 22.16)

    8.      O escárnio dos espectadores (Sl 109.25)

    9.      O insulto do descrédito (Sl 22.7-8).

    10.    A disputa por suas vestes (Sl 22.18)

    11.    A oração por seus inimigos (Is 53.12)

    12.    O desampara de Deus (Sl 22.1)

    13.    A entrega de seu espírito nas mãos do Pai (Sl 31.5)

    14.    Os ossos não quebrados (Sl 34.20)

    15.    O enterro na sepultura de um homem rico (Is 53.9)

    Nós podíamos continuar - Tudo isso só tinha um propósito - Que se cumprisse as escrituras. As pernas dele não foram quebradas "pra que se cumprisse a Escritura, que diz: nenhum dos seus ossos será quebrado" (Jo 19.36). E é sempre assim. João diz que os discípulos ficaram atônitos ao ver o túmulo vazio "porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse das mortos" (Jo 20.9).

    Durante a vida de Jesus se cumpriu nEle 332 profecias do Velho Testamento. Quais são as possibilidades matemáticas para que todas estas profecias sejam cumpridas na vida de um homem?

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    840.000.000.000.000.000.000.000
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    São noventa e zete zeros. É simplesmente inacreditável. Isaías diz claramente que Deus conhece de antemão as decisões de todas as suas criaturas. Ele conhece plenamente o futuro: "Lembrem-se das coisas passadas, das coisas muito antigas! Eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu. Desde o início faço conhecido o fim, desde os tempos remotos, o que ainda virá. Digo: "Meu propósito permanecerá de pé, e farei o que me agrada" (Is 46.9,10).