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    Uma fé adaptada para o presente século? J. MacArthur


    Uma Mensagem Diferente Para uma Época Diferente?

    O evangelho que deveria ser pregado hoje é o mesmo que Paulo dedicou sua vida a pregar. Ele alertou solenemente a igreja para não brincar com o evangelho ou alterá-lo em qualquer aspecto (Gl 1.6-9). A história da igreja está repleta de exemplos daqueles que imaginaram poder moldar a mensagem para a sua época, mas acabaram corrompendo a verdade e condenando a si mesmos. Muitos dos que estão procurando tornar a igreja "amigável" não têm a intenção de perverter o evangelho dessa forma. Mas precisam reconhecer que seu desejo por uma mensagem agradável e atraente é completamente incompatível com o verdadeiro evangelho. À medida em que seu movimento cresce, fica cada vez mais claro que eles estão seguindo no mesmo caminho trilhado pelos modernistas há cem anos atrás.
    Se a história da igreja nos ensina algo, é isso: épocas diferentes e sociedades diferentes não exigem mensagens diferentes. Aqueles que pregam qualquer outra coisa além do evangelho não-adulterado estão privados do poder de Deus em seus ministérios.
    Charles Spurgeon declarou que os modernistas de seus dias estavam tentando inventar "uma fé adaptada para o presente século — talvez devamos dizer, para o presente momento" , Ele escreveu:
    A idéia de um evangelho progressista parece ter fascinado a muitos. Para nós, essa idéia é uma espécie de híbrido de tolice com blasfêmia. Depois do evangelho ter se mostrado eficaz na salvação eterna de incontáveis multidões, parece tarde para querer mudá-lo; e, visto que ele é a revelação de um Deus todo-sábio e imutável, parece um tanto audacioso tentar aprimorá-lo. Quando trazemos à memória os cavalheiros que se propuseram a essa tarefa presunçosa, sentimo-nos bastante inclinados a rir; é como a proposta de toupeiras para melhorar a luz do sol...
    Será que os homens realmente crêem que há um evangelho para cada século? Ou uma religião para cada cinqüenta anos?
    Spurgeon percebeu com muita clareza que aqueles que desejavam ser vistos como "relevantes", perante um mundo em transformação não poderiam nem continuariam por muito tempo fiéis à imutável Palavra de Deus. Ele citou, com permissão, uma carta escrita por Henry Varley ao editor de um periódico chamado Palavra e Obra. Varley escreveu: "A revelação, que é imutável, não é rápida o suficiente para uma época da qual se pode dizer: 'Mudança é a sua moda'. Torna-se, portanto, cada vez mais necessário 'manter o padrão das sãs palavras' e contender diligentemente... 'pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos'".
    Se a mudança era a moda do século XIX, quanto mais isso é verdade para os dias de hoje? Mais do que em qualquer outra geração de cristãos que nos precedeu, precisamos guardar cuidadosamente o tesouro que nos foi confiado (2 Tm 1.14). Não o troquemos pelas manias e caprichos de um mundo vacilante.
    O evangelho deve ser pregado de forma persuasiva, fervorosa e clara. Certamente, existe uma grande necessidade de pregadores e testemunhas de Cristo com singulares dons intelectuais e criativos, a fim de aplicarem suas habilidades de comunicação à cuidadosa apresentação do evangelho. Não é, de modo algum, errado desejar sermos estimulantes, talentosos, persuasivos e interessantes. Qualquer pregador que estiver verdadeiramente entusiasmado com o evangelho e comprometido com ele demonstrará tais atributos naturalmente. Mantenha, entretanto, o enfoque na mensagem, não no estilo. Temos de fazer do evangelho nossa mensagem única ao mundo. Afinal, o evangelho — e não a engenhosidade humana, a "amigabilidade", as técnicas hábeis ou a metodologia moderna — é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.