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    Somos Maus - John Stott



    O pressuposto da pecaminosidade humana

    Muito do que se assume como líquido e certo na sociedade "civilizada" fundamenta-se na suposição do pecado humano. Praticamente todas as legislações apareceram porque não é possível confiar que os seres humanos sejam capazes de resolver suas contendas com justiça e sem egoísmo. Uma promessa não é suficiente; precisamos de um contrato. Portas não são suficientes; temos de trancá-las e nelas colocar ferrolhos também. O pagamento das taxas não é suficiente; contas têm de ser impressas, inspecionadas e coletadas. Lei e ordem não são suficientes; precisamos da polícia para garanti-las. Tudo isso acontece em razão do pecado do homem. Não podemos confiar uns nos outros. Precisamos de proteção para nos defender uns dos outros. Essa é uma terrível declaração sobre a natureza humana.

    O trabalho da consciência

    A consciência do ser humano decaído, com freqüência, está equivocada (necessita ser educada pela Palavra de Deus) e adormecida (precisa ser despertada pelo Espírito de Deus). É verdade também que algumas pessoas negam que tenham qualquer senso de pecado, insistindo, ao mesmo tempo, que tudo agora é relativo, pois não há mais absolutos morais. Não acredite nelas. Pois Deus, por meio da Criação, ainda concede a todos os seres humanos um senso moral, que a natureza decaída que herdamos distorceu, mas não destruiu. A não ser que as pessoas tenham violado e reprimido sua consciência a ponto de cauterizá-la (uma palavra que Paulo utiliza em lTm 4.2), ou que se tenha tornado insensível, ela continua a afligi-las. Elas sabem que são pecadoras e culpadas, por mais que protestem contra isso e afirmem o contrário.