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    Abraham Kuyper - Minha Glória não darei a outrem.



    A Revolução Francesa, ocorrida no final do século 18, criou sua própria religião, chamada a princípio de Culto à Razão e depois de Culto ao Ser Supremo. Seus líderes achavam que a ciência e a razão inaugurariam uma nova era, e por isso assumiram uma política de repulsa ao cristianismo. Tudo que era cristão foi abolido. O ho­mem se tornou o centro, não Deus. Não somente em questões ligadas ao Estado, como também em questões religiosas. Criou-se um novo calendário e novas cerimônias ocuparam o lugar das anti­gas datas religiosas; cultuava-se simultaneamente Jesus, Sócrates, Rousseau e Voltaire. O lema francês dessa época era "Nem Deus nem mestre", e mais tarde, por onde os exércitos de Napoleão Bonaparte passaram, deixaram essa idéia como herança.
    A vizinha Holanda, anteriormente uma fortaleza da fé bíblica, também foi influenciada por esses acontecimentos. Seu recém-coroado rei, o autoritário William I, lutou para controlar a Igreja Reformada Neerlandesa (NHK), enfraquecendo sua doutrina, ao favorecer a teologia liberal, que começava a chegar nas faculdades de teologia — tendo como princípio a negação de tudo que apa­rentasse ser miraculoso, como a inspiração e inerrância bíblica, a divindade de Cristo e sua ressurreição. E, por causa disso, em 1834 ocorreu uma primeira divisão, surgindo a Igreja Cristã Reformada (CGK). Milhares de cristãos emigraram para os Estados Unidos e Canadá, onde podiam ter liberdade de culto, formando, em 1857, a Igreja Cristã Reformada (CRC).
    A peregrinação espiritual

    Abraham Kuyper nasceu no meio dessa convulsão, na Holanda, em 1837, em Maassluis, filho de um ministro da Igreja Reformada Neerlandesa (NHK). Fez seu curso superior na Universidade de Leiden, onde recebeu o grau de doutor em teologia, em 1862, por seus estudos sobre o reformador polonês John de Lasco.
    Quando estudante, foi fortemente influenciado pelo liberalis­mo teológico racionalista de seus professores. Em 1881, lembrou, diante dos alunos da Universidade Livre, sua petulância espiritual: "Em Leiden eu me achava entre os que aplaudiram calorosa e rui­dosamente quando nosso professor manifestou sua ruptura total com a fé na ressurreição de Cristo", acrescentando, porém: "Hoje a minha alma treme por causa de desonra que outrora infligi a meu Salvador". Ele também escreveu mais tarde: "No mundo acadêmi­co eu não tinha defesa contra os poderes da negação teológica. Fui roubado da fé da minha infância. Era inconverso, arrogante e aber­to a dúvidas".
    Mesmo com suas duvidas, ele foi ordenado pastor de uma con­gregação em Beesd, um povoado de Gelderland, onde permaneceu por quatro anos. Durante seu pastorado em Beesd, Kuyper minis­trou a pessoas que permaneceram fiéis a Cristo, algumas das quais possuíam um notável conhecimento das Escrituras e da fé reforma­da. Ele disse mais tarde: "Quando saí da universidade e fui para lá [Beesd], meu coração estava vazio". Mas não permaneceu vazio, pois os membros de sua congregação oraram pelo pastor e assisti­ram à sua conversão.
    Uma jovem camponesa, Pietje Baltus, fazia objeções à pregação de Kuyper, e a sua influência alterou a vida dele para sempre. Essa jovem testemunhou ao pastor sobre a graça de Deus em sua vida. Estimulou-o a estudar as confissões de fé reformadas, insistiu com ele para que lesse as Institutas da religião cristã, de João Calvino, e lhe expôs a Palavra de Deus. Ele se converteu, e depois testificou que ela e outros em Beesd foram os meios que Deus usou para levá-lo a Cristo. Em suas palavras: "Eu descobri que as Santas Escrituras não somente fazem-nos encontrar a justificação pela fé, mas tam­bém mostram o fundamento de toda vida humana, as santas ordenanças que devem governar toda existência humana na sociedade e no Estado". Ele também disse que o coração humano "fortalecido por essa divina comunhão, descobre seu elevado e santo chamado para consagrar todos os departamentos da vida e toda a energia da vida para a glória de Deus". No estudo da teologia dos reformado­res, ele conseguiu poderosos argumentos bíblicos para fazer frente à influência da teologia liberal de sua época.
    Durante algum tempo, Kuyper pastoreou uma igreja em Utrecht, até que, em 1870, mudou-se para Amsterdã, para se tor­nar pastor da Nieuwe Kerk, sendo responsável por outras dez igre­jas locais, com 28 ministros, além de presbíteros e diáconos. Aquela cidade fora um baluarte da teologia liberal, mas multidões, que apreciavam o calor e a paixão de sua ortodoxia, iam ouvir suas pre­gações. Ele falou de seu sonho para a igreja holandesa: "A igreja que eu quero é reformada e democrática, livre e independente, e tam­bém totalmente organizada no ensino doutrinário, no culto formal e no ministério pastoral".
    Kuyper exortava os cristãos a adotarem o princípio da "purifica­ção e desenvolvimento contínuos. A igreja reformada está sempre se reformando diante de Deus". Por essa época, ele já era um dos líderes da ala ortodoxa da Igreja Reformada Neerlandesa (NHK). Ele trabalhou para ter uma igreja livre do controle do Estado, que poderia reformar-se e assim recuperar seu estado anterior. Para Kuyper, os cristãos de todas as épocas precisam ser constantemente vigilantes para preservarem a pureza da igreja de Cristo, pois "Satanás se opõe a Deus e, no desespero de sua impotência, imita tudo o* que Deus faz, para ver se consegue destruir o Reino de Deus com os próprios instrumentos de Deus".
    Tendo um grande interesse na pureza da igreja visível, Kuyper seguia os reformadores, vendo a pregação da Palavra e a correta administração das ordenanças como as marcas da igreja verdadeira. Embora nenhum grupo cristão mantenha perfeitamente essas mar­cas, as falsas igrejas descartam a Palavra de Deus, pervertem o uso das ordenanças e opõem-se aos que amam a verdade, e em seu en­tender, a separação de tal igreja é necessária quando ela impede que seus membros obedeçam a Deus. Os cristãos não devem apoiar qualquer ação eclesiástica que comprometa sua obediência à Deus. Kuyper afirmou: "Satanás cria uma igreja para o anticristo subver­tendo as igrejas cristãs existentes".
    James McGoldrick resume o pensamento de Kuyper sobre esse assunto: quando se torna necessário aos crentes saírem de uma igreja apóstata, eles devem tentar persuadir os outros a fazerem o mesmo. Os pastores piedosos têm especialmente esse dever, e estes, junta­mente com outros cristãos, precisam formar uma igreja verdadeira, se não existir uma na localidade deles. Os cristãos, entretanto, não devem abandonar uma igreja só porque ela é imperfeita. Eles não devem deixar de amar uma igreja só porque ela está incapacitada ou doente; o fato de estar enferma só revela que esta comunidade precisa de maior compaixão. Somente quando esta congregação estiver mor­ta e deixar de ser igreja, e quando o cheiro de morte desta falsa igreja ameaçar sufocá-los, eles devem fugir e retirar dela o seu amor. Como Kuyper disse: "Ninguém deve deixar a sua igreja, a menos que tenha certeza de que ela se tornou a sinagoga de Satanás".
    A degeneração da Igreja Reformada Neerlandesa (NHK) come­çou com indiferença doutrinária, descambando para a heresia e para o mau testemunho de seus membros. Como não ocorreram as mudanças que Kuyper e seus amigos queriam — antes, seus adver­sários se tornaram mais intransigentes —, cerca de 200 congrega­ções, em 1886, formaram "a igreja dos tristes" — por causa da tristeza de terem de retirar-se de suas igrejas. Em 1892, com al­guns membros da Igreja Cristã Reformada (CGK), surgiram as Igre­jas Reformadas nos Países Baixos (GNK). Essas novas igrejas estavam comprometidas com a fé cristã como afirmada nas três formas da unidade: a Confissão belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânones deDort.
    O envolvimento na educação

    Em seus esforços para reformar a igreja, Kuyper entendeu que a educação teológica era da maior importância, e a Universidade Livre de Amsterdã foi a resposta ao liberalismo que havia infectado as fa­culdades da Igreja Reformada Neerlandesa (NHK). Quando a Uni­versidade Livre iniciou suas atividades em 1880, Abraham Kuyper declarou em seu discurso inaugural: "Na extensão total da vida hu­mana não há nenhum centímetro quadrado acerca do qual Cristo, que é o único soberano, não declare: Isto é meu!". Ele afirmou ainda que o cristão "não pensa por um só momento em se limitar à teologia e à contemplação, deixando as outras ciências como personagens in­feriores, nas mãos dos não-crentes", pelo contrário,
    "considerando isso como seu tema para conhecer Deus em todos os seus trabalhos, está consciente de ter sido chamado para penetrar com toda a energia do seu intelecto nas questões terrestres, tanto quanto nas questões celestiais".
    O sermão estava baseado em Isaías 48.11: "Não darei minha glória a nenhum outro", indicando que quando nos omitimos na esfera educacional, deixando que Satanás proclame as suas filosofias abertamente e sem contestação, enquanto, passivos, assistimos a seus avanços em todas as esferas, estamos fazendo justamente o que Deus expressa não permitir: deixamos que sua glória seja dada a outrem. A Universidade Livre foi fundada como o meio principal de promover uma reforma da igreja e da sociedade, alcançando "a res­tauração da verdade e da santidade no lugar do erro e do pecado".
    Por acreditar que toda verdade vem de Deus, e que cada cen­tímetro da Criação pertence a Cristo, Kuyper não apenas esta­beleceu uma escola de teologia, mas uma universidade na qual todo o currículo, todas as artes e ciências eram partes de uma cosmovisão bíblica. Ali, ele ensinou teologia, homilética, hebraico e literatura.
    Kuyper também escreveu muitos livros e artigos sobre teologia, filosofia, política, arte e questões sociais, nos quais procurava ex­pressar uma cosmovisão cristã do mundo e da vida. Ele disse:
    Um desejo tem sido a paixão predominante de minha vida. Uma grande motivação tem agido como uma espora sobre minha mente e alma. E antes que seja tarde, devo procurar cumprir esse sagrado dever que é posto sobre mim, pois o fôlego da vida pode me faltar. O dever é este: que apesar de toda oposição terrena, as santas ordenanças de Deus serão estabelecidas novamente no lar, na escola e no Estado, para o bem do povo; para esculpir, por assim dizer, na consciência da nação as orde­nanças do Senhor, para que a Bíblia e a Criação dêem testemunho, até a nação novamente render homenagens a Deus.
    Dentre os importantes professores que serviram na Universida­de Livre incluem-se Herman Dooyeweerd, Dirk HendrikTheodoor Vollenhoven e J. Herman Bavinck.
    A visão política
    A crescente preocupação de Kuyper acerca das questões sociais e políticas da Holanda lançou-o na vida política. Em 1874, ele foi eleito membro da Casa Baixa do Parlamento, como representante do recém-formado Partido Anti-Revolucionário, que foi o primeiro partido político moderno da Holanda. D. M. Lloyd-Jones disse que a obra desse homem "se ergue como um grande monumento à única oposição verdadeira a toda a idéia que está por trás da Revo­lução Francesa".
    Para se candidatar, Kuyper afastou-se do ministério. Em 1901, o partido Anti-Revolucionário chegou ao poder, e Kuyper foi con­vocado pela rainha Wilhelmina para ser o primeiro-ministro. Seus alvos políticos abrangiam a extensão do voto, o reconhecimento do Estado sobre o direito dos cristãos de conduzirem suas próprias escolas e uma legislação social que ajudasse a proteger o povo traba­lhador.
    Em 1905, após uma amarga campanha eleitoral, Kuyper perdeu seu mandato, mas continuou a exercer sua influência política como redator de um jornal político. O objetivo desse diário "elucidar todos os fatos concernentes ao problema social..., abrir os olhos do povo para um governo que, de um lado, provoca uma revolução que em seguida sufocará com sangue e, de outro lado, causa condições sociais tão anormais que boa parte da população mal consegue sobreviver". Ele escreveu neste jornal até pouco antes de sua morte, em 1920. Ele disse: "O medo da política... não é cristão e não é ético".
    Apesar de ter perdido as duas primeiras eleições de que participou, Kuyper não desistiu: "Conosco, o que importa não é a influência que temos agora, mas a que teremos daqui a cinqüenta anos... Quantos da próxima geração serão seguidores dos nossos princípios?".
    Sua teoria social e política da soberania de Deus sobre todas as esferas da vida humana é uma tentativa de limitar o poder de um Estado totalitário. Em seu pensamento, cada esfera da vida huma­na — família, igreja, Estado, trabalho, economia — tem sua pró­pria área de responsabilidade, que é derivada diretamente de Deus; as pessoas dentro de cada esfera são responsáveis apenas perante Deus, e o dever do cristão é lutar para ver Cristo honrado em cada uma dessas esferas. Esse princípio foi uma fortaleza contra toda forma de totalitarismo e o fundamento de um verdadeiro pluralis­mo moderno. Ele entendia, então, que a função do Estado era pre­servar na sociedade a justiça de Deus, como revelada em sua Palavra.
    O entendimento de Kuyper sobre a relação entre as diversas esferas foi resumido nas palestras que ele proferiu no Seminário Teológico de Princeton, nos Estados Unidos, em 1898, editadas com o título de Calvinismo. Nessas palestras ele disse:
    O cristianismo está exposto a grandes e sérios perigos. Dois sistemas de vida estão em combate mortal. O modernismo está comprometido em construir um mundo próprio a partir de elementos do homem natural, e a construir o próprio homem a partir de elementos da natureza; enquan­to, por outro lado, todos aqueles que reverentemente humilham-se dian­te de Cristo e o adoram como o Filho do Deus vivo, e o próprio Deus, estão resolvidos a salvar a herança crista [...]. Desde o início, portanto, tenho sempre dito a mim mesmo: se o combate deve ser travado com honra e com esperança de vitória, então, princípio deve ser ordenado contra princípio.
    Para ele, o cristianismo verdadeiro é mais do que um relacio­namento com Jesus, que se expressa em piedade pessoal, freqüên­cia à igreja, estudo da Bíblia e obras de caridade. É mais do que acreditar num sistema de doutrinas. O cristianismo genuíno é uma maneira de ver e compreender toda a realidade. É um siste­ma de vida, uma cosmovisão. Baseada na Escritura, a cosmovisão cristã pode ser resumida em quatro conceitos: a criação do univer­so e da vida; a queda no pecado, arruinando a boa criação de Deus; a obra de Deus em Cristo para a redenção de pecadores e nosso chamado para aplicar esses princípios a todas as áreas da vida, criando uma nova cultura, antecipando a restauração de toda a criação. A cosmovisão cristã prove uma maneira coerente de viver no mundo, abarcando todas as esferas da Criação: da políti­ca à educação, passando pelo culto, vida em família, artes e ciên­cia. Conforme Lloyd-Jones disse, "o cristão não deve estar preocupado apenas com a sua salvação pessoal. E seu dever ter uma visão completa da vida como ensinada nas Escrituras. Deve­mos ter uma visão do mundo".

    A visão social

    Nos dias de hoje, quando pensamos em ação social, podemos aprender do pensamento de Kuyper nessa área.
    Em 1871, Kuyper deixou clara a compreensão de sua tarefa: "Lutar contra um mal social isolado ou resgatar os indivíduos, embora excelente, é muito diferente de agarrar o problema socioeconômico em si com o sagrado entusiasmo da fé", reconhe­cendo que os interesses comerciais, e não apenas os governamen­tais, podem oprimir os pobres.
    Falando no Parlamento, em 1874, ele defendeu a elaboração de um código de leis que protegessem o trabalhador, numa época em que tais códigos não existiam. Em seguida, tirou do bolso um Novo Testamento e leu o texto de Tiago 5.1-11. Em meio à reação escan­dalizada, disse:
    Se eu mesmo tivesse falado essas palavras, que lhes parecem radicais e revolucionárias, vocês poderiam se opor. Mas foram escritas por um após­tolo do Senhor. Como pode, pois, alguém confessar a Cristo e não defen­der o trabalhador quando reclama?
    Kuyper discursou no Congresso Social Cristão, em 1891, di­zendo:
    Quando ricos e pobres permanecem opostos uns aos outros, [Jesus] nunca fica com o mais rico, mas sempre com o mais pobre. Ele nasceu num estábulo; e, enquanto as raposas têm tocas e os pássaros possuem ninhos, o Filho do Homem não tinha nenhum lugar para repousar a sua cabeça... Tanto Cristo bem como muitos de seus discípulos depois dele e os profetas antes dele tomaram, invariavelmente, posição contra aqueles que eram poderosos e viviam no luxo e a favor dos que sofriam e eram oprimidos. [...]
    Deus não deseja que alguém deva matar-se no trabalho e, mesmo assim, não ter nenhum pão para si e para sua família. E Deus não quer muito menos que qualquer pessoa com mãos e vontade de trabalhar padeça fome ou seja reduzido à condição de mendigo simplesmente por causa de não haver
    nenhum trabalho. Se temos "comida e roupa", então é verdade que o santo apóstolo ordena que devamos nos contentar com isso. Mas não pode nem deve nunca ser escusado em nós que, enquanto o nosso Pai no céu deseja com bondade divina que uma abundância de comida venha da terra, mediante nossa culpa, essa rica generosidade seja dividida de forma tão desigual que, enquanto um se farta de pão, outro vá com o estômago vazio para seu catre e, algumas vezes, não tenha nem mesmo um catre.
    André Biéler lembra que o Evangelho não deixa de encorajar à paciência aqueles que sofrem injustiças ou são oprimidos.
    Mas ter-se-á uma idéia muito falsa da doutrina evangélica se pensar que a paciência e a caridade cristãs sejam sinônimos de passividade diante da desordem social, de complacência para com a injustiça ou de indiferen­ça diante da tirania. Muito pelo contrário. A luta contra toda forma de opressão, seja política, econômica ou social, é uma das exigências da Refor­ma, e decorre diretamente de sua teologia e de sua concepção do homem.
    O cristão numa época revolucionária

    Devemos ter cristãos se candidatando à política. Mas precisa­mos cada vez menos de pessoas despreparadas, amadoras, ingênuas ou desonestas, eleitas por um voto corporativista, para representar os interesses de uma igreja particular ou para fazer favores à congre­gação. Temos de ter pessoas preparadas, com sólida formação bíbli­ca, com um bom programa de governo, desempenhando seu chamado nos centros de decisão — sejam eles simples associações comunitárias, sindicatos, partidos políticos, assembléias legislativas ou palácios do governo —, onde o destino do povo é traçado, lu­tando pelo bem comum da sociedade, sendo sal da terra e luz do mundo (Mt 5.3-16), representando o Senhor da glória, para ex­pansão de seu reino. Precisamos de cristãos como Abraham Kuyper, que desejem uma igreja forte, ortodoxa e disciplinada e uma socie­dade justa, que tenham como seu lema: "Estimar a Deus como tudo e todos os outros como nada". 

    Franklin Ferreira