• Puro conteúdo Reformado!

    ReformedSound

    .

    .

    A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO



    SOMOS CHAMADOS A UM RELACIONAMENTO PESSOAL COM O ESPÍRITO SANTO
    A Bíblia nos convida a crer no Espírito Santo. Somos batizados em seu nome, bem como no do Pai e do Filho. O Espírito Santo é um objeto de oração. Os crentes não devem dirigir-se a "coisas" em suas orações. Fazer isso seria idolatria. Devemos nos dirigir exclusivamente a Deus, que é um ser pessoal.
    A bênção apostólica, nas páginas do Novo Testa­mento, inclui referência à comunhão e ao companheirismo com o Espírito Santo:
    A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós (2 Co 13.14).
    O Novo Testamento exorta-nos a não pecarmos contra o Espírito Santo, a não resistirmos ao Espírito Santo e a não entristecermos o Espírito Santo. Ele nos é apre­sentado como uma pessoa a quem podemos agradar ou ofender, que pode amar e ser amado e com quem pode­mos ter comunhão pessoal.

    O ESPÍRITO SANTO REALIZA TAREFAS PESSOAIS
    O Espírito Santo se relaciona conosco como uma pessoa. Ele faz coisas por nós e em nosso favor, coisas essas que, normalmente, associamos a atividades pessoais. Ele nos ensina. Ele nos consola. Ele nos guia. Ele nos encoraja.
    Essas atividades podem ser realizadas, ocasional­mente, por objetos impessoais. Os marinheiros podem ser "guiados" pelas estrelas. Podemos ser consolados ao con­templar um belo pôr-do-sol. Mas o consolo derivado de tal contemplação baseia-se na suposição, consciente ou inconsciente, de que, por detrás do pôr-do-sol existe a pessoa do artista que o criou. Também podemos ser "en­sinados" quando observamos objetos naturais, mas tão somente por meio de analogias.
    A maneira como o Espírito Santo consola, guia, ensina, etc, é uma maneira pessoal. Quando ele realiza essas tarefas, a Bíblia as descreve como atividades do Espírito, que envolvem inteligência, vontade, sentimen­tos e poder. O Espírito também perscruta, seleciona, re­vela e admoesta. As estrelas e o pôr-do-sol não agem des­sa maneira.
    Em suma, concluímos que se o Espírito Santo pode ser amado, adorado, obedecido, ofendido, entristecido, ou se podemos pecar contra ele, é porque ele deve ser uma pessoa.
    Mas permanece de pé a pergunta: O Espírito San­to é uma pessoa distinta? Ele possui uma personalidade que pode ser distinguida da personalidade de Deus Pai ou da personalidade de Deus Filho? Todas as qualidades pes­soais que a Bíblia atribui ao Espírito Santo realmente se referem à personalidade do Pai, sendo o Espírito apenas um aspecto dele?
    Essas perguntas de imediato levantam o problema de como devemos pensar acerca de Deus. Nós cremos em um Deus ou em três Deuses? A difícil e misteriosa idéia da Trindade intromete-se em nossa maneira de pensar desde o instante em que começamos a pensar no Espírito Santo como uma pessoa distinta. Faz parte da fé clássica da Igreja que o Espírito Santo não somente é uma pessoa; ele é, igualmente, uma pessoa divina; ele é Deus.


    SPROUL

    0 comentários: