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    SÓ DEUS É MEU REFÚGIO - SALMO 62



    1Somente em Deus espera silenciosa a minha alma; dele vem a minha salvação.
    2 Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é ele a minha fortaleza; não serei grandemente abalado.
    3 Até quando acometereis um homem, todos vós, para o derrubardes, como a um muro pendido, uma cerca prestes a cair?
    4 Eles somente consultam como derrubá-lo da sua alta posição; deleitam-se em mentiras; com a boca bendizem, mas no íntimo maldizem.
    5 Ó minha alma, espera silenciosa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.
    6 Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha fortaleza; não serei abalado.
    7 Em Deus está a minha salvação e a minha glória; Deus é o meu forte rochedo e o meu refúgio.
    8 Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.
    9 Certamente que os filhos de Adão são vaidade, e os filhos dos homens são desilusão; postos na balança, subiriam; todos juntos são mais leves do que um sopro.
    10 Não confieis na opressão, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas aumentarem, não ponhais nelas o coração.
    11 Uma vez falou Deus, duas vezes tenho ouvido isto: que o poder pertence a Deus.
    12 A ti também, Senhor, pertence a benignidade; pois retribuis a cada um segundo a sua obra.

    REFÚGIO


    Trata-se de um cântico de confiança, no qual o salmista não pode encontrar palavras suficientemente profundas e significativas para descrever a absoluta segurança e inalterável poder de Deus, que lhe é acessível (cfr. #Sl 18.1-2; #Sl 59.16-17). O poema provavelmente pertence ao período da rebelião de Absalão. Suas duas porções tratam da ação e da reação entre homens ímpios e piedosos; e são introduzidas por palavras semelhantes (1-2 e 5-6).

    a) As duas forças em operação na vida de Davi (1-4)

    Por um lado, Deus é para Davi a única base e coroa da vida. Somente Deus é real, e em silêncio sua alma espera nEle sem reservas (cfr. #Is 43.10-13). Resulta que não é apenas de Deus que vem a minha salvação (1) mas igualmente Deus é... a minha salvação (2). Essa relação é o marco de sua existência imediata, e embora, na qualidade de homem mortal, possa ser levemente abalado pela pressão externa (cfr. #2Co 4.8-9), ele confiava que não seria grandemente abalado (2). Por outro lado, os homens estavam fazendo o máximo que podiam para destruir sua vida: ele os descreve como a se lançarem contra ele com ameaças e golpes; julgavam que ele estivesse a ponto de cair como uma parede, e uma cerca pousa segura (3). A única preocupação deles é como o haviam de derribar de sua excelência (4) ou trono (contrastar com o vers. 2), e, com essa finalidade, tinham prazer somente nas mentiras e inverdades sutilmente disfarçadas (cfr. #2Sm 15.2-6).

    Sl-62.5

    b) A solução final do conflito (5-12)

    Observe-se o contraste entre a visão dos sentidos e a visão da fé. Para a visão dos sentidos Davi parecia como uma parede prestes a cair (3), mas para os olhos da fé ele estava seguro em alta torre, edificada sobre uma rocha (2,6-7). Para a alma que confia exclusivamente em Deus, o tempo só podia trazer confirmação a essa fé. Por conseguinte, nesta segunda porção do Salmo, o princípio fundamental da vida de Davi (1-2) é reafirmado de modo mais firme (5-6). Cfr., por exemplo, não serei grandemente abalado (2) com não serei abalado (6).

    O ataque da parte de seus adversários (cfr. vers. 3) não precisava servir de motivo de ansiedade, pois sua salvação e sua plena dignidade real (glória) dependiam inteiramente de Deus. Além disso, Davi confiava que seu povo leal também seria preservado, caso entregassem suas vidas a Deus (8).

    Por outro lado, homens tais como aqueles que usurparam os poderes reais, mostrarão ser indignos e vãos (cfr. #Sl 39.5,11; #Tg 1.9-11; #Tg 4.14). Toda dependência nas possessões terrenas tão somente desapontam (cfr. #Pv 11.28).

    A conclusão (11-12) reitera poderosamente a soberania de Deus, que é a única origem de poder, misericórdia e verdade (cfr. #Pv 24.12; #Rm 2.6). Uma cousa... duas vezes (11); isto é, repetidamente (cfr. #Jó 33.14; #Jó 40.5).

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