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    Em 1620 Os Pais Peregrinos assinam o Pacto de Mayflower



    "Nenhum bispo, nenhum rei", proclamou o rei James I, para dizer aos puritanos que tinham um rei e que certamente teriam os bispos da igreja. Entretanto, ele não contava com a fé persistente daqueles purificadores da igreja. Alguns queriam permanecer na igreja, mas nem todos sentiam que a reforma aconteceria sob o reinado desse rei hostil. Esse grupo — o dos separatistas — se afastou das congregações anglicanas e, por fim, do próprio rei também.
    O governo aprisionou e ameaçou muitos separatistas, em resposta à sua rejeição à Igreja Anglicana. Mesmo quando o governo não os pressionava, grupos se reuniam para atrapalhar as reuniões separatistas.
    Robert Browne levou alguns separatistas para a Holanda, país que tolerava dissidentes. Contudo, eram estrangeiros naquela terra. O pluralismo holandês não ajudou na construção de sua comunidade, e muitos temiam que seus filhos se tornassem por demais seculares.
    Uma inquietação crescente fez com que se voltassem para o Novo Mundo. Talvez ali pudessem construir uma igreja pura, não contaminada pelas falhas da Igreja da Inglaterra. Em uma terra sem governo estabelecido, poderiam criar um que refletisse as idéias calvinistas. Mesmo as dificuldades da nova terra não seriam capazes de detê-los em sua busca pela liberdade.
    O líder separatista John Robinson disse o seguinte: "Eles sabiam que eram peregrinos". Já que a Holanda não fora sua terra prometida, talvez a América pudesse ser. Embarcando em um navio chamado Mayflower, 102 separatistas ingleses que haviam voltado por um breve período para a Inglaterra rumaram para o porto de Plymouth.
    Embora seu plano inicial fosse ir para a Virgínia, uma tempestade os tirou do curso, fazendo com que aportassem em Massachusetts. Um peregrino descreveu a nova terra como "uma vastidão horrenda e desolada".
    Muito mais do que a desolação da terra na qual chegaram, os peregrinos temiam a anarquia e a impetuosidade da natureza humana. A carta que lhes concedia autoridade para aportar na Virgínia não tinha poder naquele lugar. Eles precisavam criar um governo sobre o qual pudessem estabelecer o Reino de Deus.
    Reunidos ainda no navio, 41 homens assinaram o Pacto de Mayflower. Nesse pacto, concordavam em que assumiriam a nova colônia para a glória de Deus e para a propagação do cristianismo. Eles se dispuseram a criar leis que fossem boas para o público em geral, insistindo na solidariedade do grupo e na renúncia dos interesses pessoais.
    O Pacto dizia, com efeito, que as pessoas precisavam governar a si mesmas. Naturalmente, William Bradford e os outros pais peregrinos que assinaram o pacto acreditavam que não exerceriam o governo separados de Deus — o governador de todas as coisas —, mas também não estabeleceram o governo de um rei humano.
    James I ficara chocado com sua recusa quanto ao governo dos bispos e passaria a ter ainda menos simpatia pelos que negassem esse governo. Porém, ele já tinha problemas suficientes para resolver e não precisava se importar com um pequeno grupo de pessoas que não tinham nem governo nem licença e que viviam do outro lado do oceano.

    1 comentários:

    Anônimo disse...

    Gostei muito do seu site Josemar Bessa!