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    ELEIÇÃO INCONDICIONAL



    "O sistema verdadeiro é baseado sobre a verdade da depravação total do homem; o sistema do erro é baseado sobre o dogma romano da vontade própria".


    Eleição! Que palavra abençoada! Que doutrina gloriosa! Quem não se regozija ao saber que foi escolhido para uma grande bênção! A eleição é para a salvação - a maior de todas as bênçãos. E é estranho dizer que é uma verdade negligenciada, mesmo por muitos que dizem crer nela. Outros têm um sentimento de repulsa à simples menção desta verdade revelada na Bíblia, que honra a Deus e torna o homem mais humilde. Spurgeon disse: "Parece haver um preconceito arraigado na mente humana contra esta doutrina, e embora a maioria das outras doutrinas seja recebida por crentes professos, algumas com cuidado, outras com prazer, esta parece ser mais comumente negligenciada e rejeitada". Se isto era verdade no tempo de Spurgeon, quanto mais o é em nossos dias. Com respeito a esta doutrina há um abandono alarmante da fé de nossos antepassados batistas. E por falar neste artigo de nossa fé, os batistas chegaram ao ponto de ter um credo calvinista e outro arminiano.
    Mas há alguns que amam a doutrina da eleição. Para eles, ela é a base profunda sobre a qual as outras doutrinas da redenção humana são colocadas. E a amam o bastante para pregá-la, mesmo em face a críticas e perseguição. E preferem resignar a seus púlpitos, do que ficarem calados sobre este princípio precioso da fé, uma vez entregue. Mas todos os que amam a doutrina a odiaram um dia, portanto não têm nada de que se vangloriar. Cada homem é um arminiano por natureza. É preciso que o trabalho regenerador do Espírito Santo e da Palavra de Deus, ensinada pelo Espírito, façam uma pessoa amar a doutrina da eleição. Como é profundamente importante que os crentes a aprendam! Para isto devemos conhecer a sabedoria superior de Deus, cujos "pensamentos não são os nossos pensamentos". A Bíblia foi dada para corrigir nosso modo de pensar. O arrependimento é uma mudança de mente como resultado de uma mudança no modo de pensar. Não podemos ir à Bíblia como críticos; ela é quem nos critica.
    Não podemos ir à Bíblia como se fôssemos infalíveis, mas pela graça, podemos ir humildemente. Que Deus dê graça a cada escritor e leitor, para que possamos ter a atitude de coração certa diante de Deus. A evidência mais real de que uma pessoa é salva, é a atitude certa que ela tem em relação à Palavra de Deus. Caro leitor: Deixe que o escritor o avise contra "fazer pouco" sobre qualquer doutrina da Bíblia.
    As doutrinas da graça têm encontrado expressão em dois sistemas de teologia, conhecidos comumente como Calvinismo e Arminianismo. Estes dois sistemas não receberam o nome de seus fundadores, mas foram eles que os popularizaram. O sistema da verdade, conhecido como Calvinismo, foi pregado por Augustinho, no tempo antigo, e antes dele por Cristo e os apóstolos, sendo enfatizado especialmente pelo apóstolo Paulo.

    O sistema do erro, conhecido como Arminianismo, foi proclamado por Pelágius, no século V. Entre estes dois não há posição mediana; cada homem está de um lado ou de outro, em seu pensamento religioso. Alguns tentam misturar os dois, mas este não é um pensamento correto. Dizer que não somos Calvinistas nem Arminianos é fugir do assunto. O Paulinismo é representado ou pelo Calvinismo ou pelo Arminianismo. O sistema verdadeiro é baseado sobre a verdade da depravação total do homem; o sistema do erro é baseado sobre o dogma romano da vontade própria.


    C. Cole


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