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    A Multidão e Obede-Edom - Pastoral - Josemar Bessa


    Impressionar a Deus é uma tarefa possível ao homem? Claro que não!! Então por que se perde tempo tentando? Deus é Onipotente e por isso o esforço humano em impressioná-lo é fútil, pois a grandeza dos homens não pode impressionar um Deus de grandeza infinita.
    Com a nova vida implantada no homem pelo Espírito, honrar a Deus é possível, não impressioná-lo, mais isso não é uma boa notícia para os que acham que podem de alguma forma barganhar com o Deus Eterno. Devemos largar de definitivamente a tentativa fútil de impressionar a Deus e começar a honrá-lo já. Mas qual é a única maneira que de fato nos leva a honrá-lo?
    Deus não se impressiona com o que nos impressionamos. Muitas vezes medimos de forma equivocada mesmo aquilo que supomos ser espiritual. Deus exige algo que nós costumamos não levar em conta. Em I Crônicas 13.8 está escrito: “Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, com cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamborins, com címbalos e com trombetas”.
    Para muitos esta seria a descrição perfeita do louvor e da adoração que exalta a Deus. Mais do que isso – descrição do que impressiona Deus. Nós nos acostumamos a nos impressionar com os números. Ali estava uma multidão. Multidões impressionam a Deus? Torna aceitável algo para Ele? A Bíblia diz que Deus conta o número das estrelas e as chama pelos nomes. Assim Ele vê todo o universo criado.
    A Terra, onde vivemos, é um pequeno planeta que gira em torno de uma estrela que chamamos de Sol. Esta estrela tem o volume um milhão e trezentas vezes maior do que a Terra. Mais existem estrelas milhões de vezes mais luminosas que o Sol. Só na nossa galáxia existem cem bilhões de estrelas. A Via Láctea tem cem mil anos-luz de extensão (Um ano luz equivale a 299.792.458 Km/s) – O sol precisa de duzentos milhões de anos para cumprir apenas uma órbita em volta da nossa galáxia. Existem milhões de galáxias além da nossa. E Deus chama cada estrela individualmente por um nome próprio, é o que o livro de Salmos diz. Deus chama o Sol por um nome que não conhecemos, e faz o mesmo com trilhões e trilhões de estrelas espalhadas nas incontáveis galáxias. Dá ordem e todas lhes obedecem.Uma multidão na rua como descrita em I Crônicas 13.8, pode impressionar você, não a Deus.
    Ali estava Davi com uma multidão de pessoas que supostamente louvavam a Deus – milhares e milhares. Sabe o que este texto nos ensina?
    AS MULTIDÕES NÃO ASSEGURAM A BENÇÃO. Acreditamos que se reunirmos uma multidão em “nome de Deus” – Ele se empolgará e isso moverá o Seu coração. O que aquela multidão junto com Davi estava fazendo? Cantavam!! Imagine o som de uma nação inteira “louvando” a Deus. O ajuntamento, o alcance daqueles cânticos – Deus não pode deixar de se impressionar, pensamos. É com isso que sonhamos – multidões se juntando para cantar – jovens, velhos, crianças, homens, mulheres... Havia uma grande quantidade de músicos – Cântico poderoso acompanhado por harpas, trombetas, tambores... O que esta multidão nos ensina?
    CULTOS SINTUOSOS NÃO SÃO GARANTIA DE GRAÇA. Não são garantia do olhar gracioso de Deus. Não são garantia de Sua aceitação. Deus não é “pragmático” como tendemos a ser – Se uma multidão se juntou numa grande celebração a Deus – o que mais importa? Isso pode impressionar você, não a Deus.
    Aquela multidão não estava cantando sem forças, desanimadas, empurradas, arrastadas... Aquela multidão estava cheia de energia, se aplicando ao máximo ao que estava fazendo. O texto diz: “Alegravam-se perante Deus com todas as suas forças” – Não era uma adoração maçante, sem graça, sem vida. Era um culto brilhante, cheio de entusiasmo contagiante, cheio de vida e animação, cheio de alegria – Não pequena alegria, eles cantavam com todas as suas forças e se alegravam com todas as suas forças. No entanto, tudo acabou no mais retumbante fracasso. A multidão que cantava alegremente e fazia aquele culto sintuoso e brilhante, não o fazia segundo as ordens de Deus. Num tempo como o nosso é bom recordarmos que uma multidão cantando com vibração... Não pode tornar a sua vontade o padrão daquilo que Deus aceita, nem impressioná-lo. Aquele culto prestado por aquela multidão vibrante não levou em conta a Palavra de Deus, por isso não podia ser aceitável a Ele, e o número de pessoas envolvidas, e o culto brilhante que celebram, não podia mudar esse fato. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus não estava sendo honrada – como Deus havia mostrado claramente na sua Palavra. A idéia de que podemos cultuá-lo da nossa maneira, e de que quanto mais gente envolvida, mais o coração de Deus se moverá, é um erro estúpido. E estupidez sempre leva a ruína.
    O TEMOR - Naquele dia um homem morreu – seu nome era Uzá. Esse nome deve sempre nos lembrar que os paradigmas do nosso tempo estão errados e podem levar muitos a morte. Fazer algo certo mais à nossa maneira torna tudo em erro. Em desagrado e desonra a Deus. Não importa se a multidão está alegre, cantando com todas as suas forças, e alguns quem sabem, até se divertindo. Não importa se uma multidão foi atraída.
    A terrível morte de Uzá...r
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