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    MENOS FÉ, MAIS MEDO



    JOHN FLAVEL

    Menos fé, mais medo. O medo é produzido pela incredulidade; a incredulidade é fortalecida pelo medo. Assim como na natureza existem ciclos observáveis (o vapor produz chuvas, e as chuvas se tornam vapores novos, etc.), assim também ocorre com os assuntos morais. Conseqüentemente, toda a habilidade do mundo não pode nos curar da enfermidade do medo, até que Deus nos cure de nossa incredulidade. Por isso, o Senhor Jesus utilizou o método correto para libertar seus discípulos do medo, ao censurar-lhes a incredulidade. Os resquícios deste pecado no povo de Deus são a causa e a fonte de seus temores. Mais particularmente, Cristo os libertou de seu medo para mostrar-lhes como o medo é gerado pela incredulidade e que devemos ser advertidos a respeito de algumas particularidades.
    1. A incredulidade enfraquece e obstrui o ato de anuência por parte da fé. Por isso, a incredulidade rouba, em grande medida, o principal alívio da alma contra os perigos e dificuldades. O ofício e a utilidade da fé consistem em tornar real para a alma as coisas do mundo por vir, fortalecendo-a, assim, contra os temores e perigos do mundo presente. “Moisés.... abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” (Hb 11.24,27). Se este ato de anuência da fé enfraquecer-se ou mostrar-se vacilante na alma; se as coisas invisíveis parecerem incertas, e as visíveis forem as únicas realidades, não devemos nos admirar de ficarmos tão assustados e amedrontados, quando o bem-estar visível e sensível é exposto e colocado em perigo, conforme ele é e sempre será neste mundo instável. O homem que não está completamente persuadido de que é firme e bom o solo em que pisa, esse homem tem de sentir medo de permanecer em tal solo. Não devemos nos admirar de que os homens tremam quando parecem sentir que o solo balança e se move sob os pés deles.
    2. A incredulidade fecha os refúgios que a alma encontra nas promessas divinas; e, por deixá-la sem estes refúgios, coloca-a em temores e pavores. Aquilo que fortalece e encoraja um crente, em tempos maus, é a sua dependência de Deus, no que se refere à proteção. “Em ti é que me refugio” (Sl 143.9). O ato de privar a alma deste refúgio, perpetrado tão-somente pela incredulidade, despoja-a de todos os amparos e...


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