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    O TESTEMUNHO DE AGOSTINHO


    UMA PALAVRA DE SEU SER MAIS INTERIOR vai direto ao nosso ego mais resguardado: “O meu amigo de coração amará em mim o que o Senhor nos diz ser digno do amor, deplorará em mim o que Ele nos diz ser deplorável”. No entanto, esse homem, que nos parece tão moderno, era, na sua época, considerado periférico, um provinciano às margens da cultura clássica. Nem sequer falava grego, língua da intelligentsia internacional. Seu crítico contemporâneo, Juliano de Eclano, chamava-o de guru do mato, “que passa por um filósofo entre africanos”. Sem condições de deixar a Numídia ( a atual Argélia ), seu país natal, Agostinho foi por trinta e cinco anos o bispo de uma modesta cidade portuária, Hipona, onde só conseguiu ser (na zombaria sofisticada de Juliano) “o protetor dos asnos” para os africanos.
    Não se deve dar muita importância ao posto eclesiástico de Agostinho – havia setecentos bispos só na África, onde, em média, era ordenado um por semana. Posteriormente, Agostinho entrou para a iconografia de sua igreja vestindo todos os atavios episcopais do fim da Idade Média – mitra, báculo, luvas, anel, etc. Mas usava o hábito cinza de monge, e celebrava na sua igreja dessa forma todos os dias.A sua influência não se deve à sua posição eclesiástica, mas a seus escritos, de uma quantidade desconcertante – a recapitulação incompleta de seus livros, realizada por ele próprio, calculou-os em noventa e três. Além disso, há quase trezentas cartas e mais de quatrocentos sermões (dos aproximadamente oito mil que pregou). O que ele diz do pagão Varro é ainda mais verdadeiro para ele: “Contudo ele lia tanto que ficávamos pasmos com como encontrava tempo para escrever, ele escrevia tanto que poucos, cremos nós, conseguem ler toda a sua obra”. Agostinho ditava...



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