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    Samuel e Seus Mestres - C. H. Spurgeon


    Nos dias de Eli, a palavra do Senhor era preciosa, e não havia visão aberta. Foi ótimo que quando a palavra veio mesmo, um indivíduo escolhido tinha o ouvido que escutava para recebê-la, e o coração obediente para executá-la. Eli não educou seus filhos para serem os servos dispostos e os ouvintes atentos à palavra do Senhor. Nisso lhe faltava a desculpa de ser incapaz, porque treinou a criança Samuel com bom êxito em ser reverentemente atento à vontade divina. Ah, que aqueles que são diligentes com as almas de outros olhassem bem as suas próprias famílias. Mas ai do pobre Eli--como muitos em nossos dias, fizeram-te guarda dos vinhedos, mas tua própria vinha tu não guardaste. Sempre que olhava a criança graciosa, Samuel, deve ter sentido a dor de coração. Quando se lembrava de seus próprios filhos negligenciados e não punidos, e como se tornaram vis aos olhos de toda Israel, Samuel era o testemunho vivo do que a graça pode operar quando as crianças são educadas no temor do Senhor; e Hofni e Finéias eram tristes exemplos do que a tolerância demasiada dos pais pode causar nos filhos dos melhores dos homens. Ai, Eli, se você tivesse sido tão cuidadoso com seus próprios filhos como com o filho de Ana, não teriam sido homens de Belial como foram, nem Israel teria detestado as ofertas do Senhor por causa da fornicação que aqueles réprobos sacerdotes cometiam bem na porta do tabernáculo. Ah, que tenhamos graça para cuidar de nossos pequeninos pelo Senhor, para que eles possam ouvir o Senhor quando ele se agradar em lhes falar.

    Samuel foi abençoado com um pai gracioso, e, o que é mais importante ainda, era filho de uma mãe eminentemente santa. Ana era uma mulher de grande talento poético, como fica evidente pelo seu cântico memorável--"Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em tua libertação" (1Sm 2.1). A alma da poesia vive em cada sentença. Mesmo a Virgem Maria, a mais abençoada entre as mulheres, não pôde senão usar expressões de significado semelhante. Melhor ainda, Ana era uma mulher de grande oração. Fora uma mulher de espírito triste, mas suas orações pelo menos voltaram para ela em bênção, e Deus lhe concedeu esse filho. Ele era muito precioso para o coração de sua mãe, e ela, então, para mostrar sua gratidão, e em cumprimento do voto que na sua angústia havia feito ao Senhor, consagrou a coisa melhor que ela tinha, apresentando seu filho diante do Senhor em Siló--uma lição a todos os pais piedosos, para que não descuidem de dedicar seus filhos a Deus.
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