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    Os Discípulos e as Mães - C. H. Spurgeon


    Os discípulos imediatos de nosso Senhor foram um grupo de homens altamente honrosos. Apesar de seus erros e deficiências, eles devem ter sido grandemente adoçados por viverem próximo de alguém tão perfeito e tão cheio de amor. Suponho, então, que, se esses homens, que eram a nata da nata, censuraram as mães que levaram seus filhos pequenos a Cristo, isto deve ser uma ofensa bastante comum na igreja de Deus. Temo que a geada paralizadora desse erro seja sentida em quase toda parte.

    Não farei nenhuma afirmação pouco generosa; mas acredito que se fosse feita uma pequena investigação pessoal, muitos de nós poderíamos descobrir sermos culpados nesse ponto, e poderíamos ser levados a exclamar com o copeiro de faraó: "Hoje me lembro das minhas faltas." Será que temos nos esforçado pela conversão de crianças tanto quanto temos nos esforçado pela conversão de adultos? Acham que estou sendo sarcástico? Vocês se derramam pela conversão de alguém? O que preciso lhes dizer? É terrível que o espírito de Caim entre no coração de um crente e o faça dizer: "Sou eu o responsável por meu irmão"? É chocante que nós mesmos comamos a gordura, bebamos o doce e deixemos as multidões famintas a perecer. Mas, me digam, se vocês não cuidaram da salvação de almas, não achariam um tanto trivial começar com meninos e meninas? Sim; e seu sentimento é compartilhado por muitos. A falha é comum.

    Creio, no entanto, que esse sentimento, no caso dos apóstolos, foi provocado por zelo ao Mestre Jesus. Esses bons homens pensavam que levar as crianças ao Salvador causaria uma interrupção, pois ele estava envolvido em um trabalho muito melhor: ele agia confundindo os fariseus, instruindo as massas e curando os doentes. Seria correto amolá-lo com os pequenos? As crianças não entenderiam seu ensino, e elas não precisavam de seus milagres — por que deveriam elas ser introduzidas para perturbar seus grandes feitos? Assim...

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