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    O Mal Futuro ou o Mal a Nossa Frente - Martinho Lutero


    Qualquer mal presente será bastante aliviado se voltares teu pensamento para os males futuros, que são tantos, tais e tão grandes que só a um deles é atribuído aquele grande e único dos principais sentimentos chamados temor; de acordo com a definição de alguns, e temor é o sentimento, chamado do mal futuro, de sorte que também o apóstolo diz em Rm 11.20: “Não sejas soberbos, mas teme”. E este mal é tanto maior quanto mais é incerto como será e em que medida, de maneira que se tornou comum o provérbio popular: “Não há idade imune à sarna”, ainda que este seja uma doença infantil, de crianças pequenas.

    A tal ponto ninguém está livre e a salvo dos males de qualquer outra pessoa, mas qualquer coisa que um sofre, o outro também o pode sofrer. Isso vale para todos os acontecimentos históricos e tragédias de todos os tempos, os lamentos do mundo inteiro.

    Vale, de acordo com o que certas pessoas observaram para as mais de 300 doenças que podem fazer sofrer o corpo humano. Se existem tantas doenças, de quantos outros males, achas, são atacados os bens, os amigos, por fim, a própria mente, que de todos os males é o objeto principal e o único receptáculo da tristeza e dos males?

    A força e a percepção dos males aumenta quanto mais elevado e digno for o status no qual a miséria, a ignomínia e tudo quanto é coisa indigna (podem ocorrer ). E como também podem acontecer de repente, é necessário temê-las a toda hora, pois todas pendem de um tênue fio, como aquela espada que o tirano Dionísio ( Governante de Siracusa no século IV a.C. ) suspendeu sobre a cabeça de seu convidado.

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