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    O Mal Dentro de Nós - M. Lutero


    Este é o 2º Artigo da Série Consolação - Martinho Lutero. O primeiro foi:
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    O MAL DENTRO DE NÓS

    ISTO É CERTO e verdadeiro, quer a pessoa creia, quer não: não pode haver na pessoa sofrimento tão grande que seja o pior dos males que estão dentro dela.

    Os males que há dentro dela são muito mais numerosos e maiores do que ela sente. Porque se sentisse seu mal, sentiria o inferno, pois ela tem o inferno dentro de si. Tu perguntas: “Como”? O profeta diz: “Toda pessoa é mentirosa” (Sl 116.11) e: “Toda pessoa vivente é pura vaidade”. (Sl 39.5).

    Ser mentiroso é vão, porém é ser distituído de verdade e realidade. Ora, estar sem verdade e realidade é estar sem Deus e nada ser. Isso, porém, significa estar no inferno e ser condenado. Por isso, quando Deus nos castiga em misericórdia, mostra e impõe-nos os males mais leves, sabendo que, se levasse o ser humano ao conhecimento de seu mal, este pereceria no mesmo momento. No entanto, a alguns permitiu uma prova disso, a respeito dos quais se diz: “Ele leva ao inferno e tira dele” (1Sm 2.6).

    Por esta razão falam a verdade os que chamam os sofrimentos corporais de monitórias do mal dentro de nós. Em Hebreus 12.6 o apóstolo os chama de paternas disciplinas de Deus, dizendo: “Ele castiga a todo filho que recebe”. Isso ele faz para, por meio destes castigos e pequenos males, expulsar estes grandes males que então não precisaremos sentir, conforme se lê em Pv 22.15: “A tolice está instalada no coração da criança, mas a vara da disciplina a afugentará”. Não é verdade que os pais piedosos sofrem mais com os filhos quando são ladrões ou malvados do que quando estão feridos? Sim, eles próprios os surram e ferem par não poderem ser maus.

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