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    Tem Misericórdia de Mim - João Calvino


    Salmo 51.1-4

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    Do título deste salmo descobrimos a causa que levou à sua composição, o que virá alume imediatamente através de nossa consideração.

    Por um longo período após sua melancólica queda, Davi parecia ter-se mergulhado numa profunda letargia espiritual; mas, ao despertar-se dela, através da repreensão de Nata, ele se encheu de auto-execração e humilhação aos olhos de Deus, e foi dominado pela ansiedade de testificar seu arrependimento a todos quantos o cercavam, e de deixar à posteridade alguma prova final dele.

    Logo no início do Salmo, tendo seus olhos voltados para a hediondez de sua culpa, ele se anima a esperar pelo perdão, ao avaliar a infinita misericórdia de Deus. Isto ele enaltece em sublimes termos e com variedade de expressões, como alguém que sente merecer múltipla condenação.

    Na parte subseqüente do Salmo, ele ora por restauração ao favor divino, estando cônscio de que merecia ter sido excluído para sempre e privado de todos os dons do Espírito Santo. Promete, caso lhe fosse concedido perdão, cultivar um profundo e grato senso dele (o perdão). Na conclusão, ele declara ser par o bem da Igreja que Deus atenda seu pedido; e, deveras, quando se considera a maneira peculiar em que firmou seu pacto de graça com Davi, não era possível sentir outra coisa senão que a comum esperança da salvação de todos fosse abalada diante da suposição de sua final rejeição

    “Ao regente de música. Salmo de Davi, quanto Nata,o profeta, foi a ele depois que deitou-se com Batseba”.

    QUANDO NATÃ, O PROFETA FOI A ELE – Faz-se expressa menção do profeta inda a Davi antes que o Salmo fosse escrito, provando, como faz, a profunda letargia em que ele teria caído. Era uma impressionante circunstância, que tão grande homem, e tão eminentemente dotado com o Espírito Santo, tivesse prosseguido neste perigoso estado por mais de um ano.

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