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    O CONHECIMENTO DE DEUS E DE NÓS MESMOS.


    A SABEDORIA VERDADEIRA E SUBSTANCIAL consiste quase inteiramente em duas coisas: o conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos. Mas, embora estes dois ramos da sabedoria estejam estritamente ligados entre si, não é fácil ver qual é o que precede e qual é o que procede.
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    Ninguém pode seriamente considerar-se a si mesmo sem descobrir que esta consideração volve seus pensamentos em direção àquele Deus em quem vive e se movimenta; é óbvio pois, que os poderes que possuímos não são derivados de nós mesmos, e que nossa própria existência é uma existência no único Deus verdadeiro. Através das bênçãos que gotejam sobre nós do céu somos guiados à fonte delas; e nossa própria pobreza torna manifesta a riqueza ilimitada de Deus. Acima de tudo a ruína em que a queda nos afundou nos conclama a olhar para cima, de modo que possamos receber provisões para nossa fome e aprender humildade mediante o temor de Deus. A consciência da nossa própria ignorância, vaidade, pobreza, fraqueza e corrupção ensina-nos que a verdadeira sabedoria, poder, riqueza e justiça somente podem ser achados no Senhor; nem sequer podemos seriamente aspirar ao conhecimento dEle, até que comecemos a ficar descontentes conosco mesmos.
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    Por outro lado, está certo que ninguém adquire qualquer conhecimento certo de si mesmo até ser trazido face a face com Deus. Tal, pois, é nosso orgulho natural que sempre consideramos retos, sábios e santos, até que sejamos convictos do contrário por provas claras; e não ficamos convictos desta maneira antes de olharmos para o Senhor, cuja perfeição é o único padrão pelo qual este assunto deve ser testado. Todos nós temos uma tendência natural à hipocrisia; e, portanto, ficamos bem satisfeitos com uma demonstração de justiça falsa ao invés da justiça verdadeira. Tudo ao nosso redor está contaminado; conseqüentemente aquelas coisas que estão um pouco menos contaminadas do que outras nos agradam como se fossem a própria pureza. Portanto, um olho que ficou fixo numa parede preta confundirá um marrom claro com o branco; e a vista que é nítida e forte para as coisas da terra vê-se ofuscada quando...
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    Este texto está no tópico - João Calvino.

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