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    Madaura ( 366 - 370 ) - Agostinho, Sua História 2


    Este é o 2º Artigo de: Agostinho, Sua História.
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    ÁFRICA (354 – 383 )


    2. Madaura: ( 366 – 370 )


    COMO AGOSTINHO NÃO MENCIONA A CIDADE em que cursou o secundário até o livro 2 de O Testemunho – muitos leitores associaram a Tagasta o relato, no livro 1, de seus dias na escola. Mas, no livro 1, ele fala do estudo de Virgílio e da reprovação nas aulas de grego – currículo secundário que deve ter iniciado aos 11 ou 12 anos e completado aos 16, idade que dá para o seu retorna de Madaura (Perler 126 ).

    Apesar de Madaura (vizinha da atual Mdaourouch ) localizar-se, em linha reta, a apenas 25 quilômetros de Tagasta, a estrada era sinuosa e difícil, como a maior parte dos itinerários por terra da Numídia. Era preciso descer ao vale de Medjerda e passar pelos planaltos centrais, os grandes campos de trigo e cevada que compunham o celeiro de Roma (Perler 126 -127)

    Madaura orgulhava-se de ser uma cidade sofisticada em uma região arrasada. As classes mais pobres da região, geralmente compostas por donatistas, mantinham o culto de mártires com nomes singulares, ridicularizados pelos instruídos – nomes como Miggin, Sanamen, Nemphano... Mas as estátuas de deuses pagãos eram reverenciadas no fórum. Africanos cristãos talvez vissem com seu grande orador Cipriano, do século III. Mas Madaura gabava-se de seu concidadão do século II, Apuleio, o romancista irreverente de O Asno de Ouro.

    Achados arqueológicos mostram que havia um paganismo florescente em Madaura – a cidade havia lucrado com o reino neopagão do imperador Juliano, cuja vida se encerrou apenas três anos antes de Agostinho lá chegar. Com exceção do breve reinado de Juliano (361 – 363 ), o império havia sido formalmente cristão desde o decreto de tolerância de Constantino, em 313. Mas postos e títulos pagãos sobreviveram – o amigo e protetor de Agostinho em Tagasta, Romaniano, conservou o título pagão de “Padre” (Flamen ) .

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