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    Latona e os Camponeses


    Este é o 8º artigo desta série. Os três últimos são:

    05 - Juno e suas Rivais - Io
    06 - Juno e suas Rivais - Calisto
    07 - Diana e Actéon


    Alguns acham que, neste caso, a deusa foi mais severa que justa, enquanto outros louvam sua conduta, como rigorosamente de acordo com seu recato virginal. Como sempre, um acontecimento recente traz ao espírito outro mais antigo e um dos que ouviram o episódio contou esta história:

    “Alguns camponeses da Lícia insultaram, certa vez, a deusa Latona, mas não impunemente. Quando eu era jovem, meu pai, que estava demasiadamente velho para certos trabalhos, mandou-me à Lícia, para lá trazer um rebanho de gado selecionado e ali tive ocasião de ver o lago e os pântanos onde se passou o maravilhoso acontecimento. Perto fica um pequeno altar, enegrecido pela fumaça dos sacrifícios e quase escondido ente os juncos. Indaguei que altar seria aquele, se dos Faunos ou das Náiades, ou de algum deus das montanhas vizinhas, e um habitante da região respondeu-me:

    - Nenhum deus de montanha ou de rio possui este altar, mas sim aquela a quem a real Juno, em seu ciúme, expulsou de terra em terra, negando-lhe um recanto qualquer onde pudesse criar os gêmeos. Trazendo em seus braços as divindades infantes, Latona chegou a esta terra, cansada e sedenta. Por aças, viu, no fundo do vale, esta lagoa de águas claras, onde a gente da região trabalha, colhendo junco e vime. A deusa aproximou-se e, ajoelhando-se à margem da lagoa, ia saciar a sede em suas águas , mas os rústicos a impediram que o fizesse.


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    Este artigo está no tópico - Mitologia

    O próximo artigo desta série é FAETONTE

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