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    A Inerrância e a Infalibilidade da Bíblia


    BÍBLIA – ORIGENS, INSPIRAÇÃO E CANONICIDADE


    A Inerrância e a Infalibilidade da Bíblia

    Inerrância” e “infalibilidade” são termos teológicos usados por muitos cristãos para definir a singularidade da Bíblia. Os cristãos acreditam que Deus comunicou as Boas Novas de salvação não só “em pessoa”, através de Jesus Cristo, mas também “por escrito”, através da Bíblia. Por conseguinte, os cristãos sempre consideram a Bíblia uma obra incomparável e qualitativamente diferente em relação aos outros livros.


    Pano de Fundo Histórico

    O povo de Deus sempre teve um relacionamento intenso com as Escrituras: os judeus como Antigo Testamento, a Igreja cristã com o Antigo e o Novo Testamento. Tantos cristãos quanto os judeus têm-se caracterizado como “o povo da Bíblia”. Desde o início da Igreja, os cristãos reconheceram as Escrituras (primeiro o Antigo Testamento, depois o Novo) como inspiradas por Deus. A palavra grega para “inspirado” significa literalmente “respirado por Deus para fora” (2 Tm 3.16). Os conceitos de inerrância e infalibilidade surgiram em discussões teológicas concernentes à inspiração das Escrituras. Os teólogos se perguntavam de que maneira exatamente um livro que foi “respirado por Deus” poderia diferir de outros livros.

    Em data remota, compreendeu-se que a inspiração de Deus estendia-se não apenas aos escritores das Escrituras ou aos conceitos nela expressos, mas também às próprias palavras nelas registradas. Esse entendimento, conhecido como a doutrina “verbal” ou “plenária” (completa) da inspiração, foi exposto por Irineu (século II), bispo de Lion, na Gália (moderna França), em sua obra Contra Todas as Heresias. Agostinho (do século IV), bispo de Hipona, África do Norte, manifestou a mesma crença – a saber, que inspiração significava ditado pelo Espírito Santo. Para Irineu e Agostinho, inspiração não era uma posse do Espírito Santo feita em transe irresistível da consciência humana do escritor, mas antes um alto grau de iluminação e uma tranqüila percepção da revelação de Deus. Clemente de Alexandria, Orígenes, seu discípulo, e Jerônimo, tradutor da Bíblia para o latim, falaram sobre a inspiração como sendo extensiva a cada palavra das Escrituras. Os primeiros eruditos cristãos, confiando em Deus como o Deus da verdade e considerando-o como incapaz de engano ou confusão, reputavam sua Escritura verbalmente inspirada como sendo igualmente digna de confiança.


    Significado dos Termos

    “Infalibilidade” pode ser chamada de conseqüência subjetiva da inspiração divina, isto é, define a Escritura como confiável e fidedigna para aquele que se voltam para ela em busca da verdade de Deus. Como fonte da verdade, a Bíblia é “indefectível” (ou seja, não pode falhar ou insurgir-se contra o padrão da verdade). Conseqüentemente, nunca falhará ou decepcionará qualquer um que confie nela.


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    Este artigo está no tópico – Bíblia e Bibliologia

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