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    A IDADE MÉDIA E O RENASCIMENTO – c. 1050 – c. 1500 - PARTE III


    Este é o 7º Artigo da série História da Teologia Cristã. Os cinco primeiros são:

    06 - A Idade Média e o Renascimento - Parte II


    Teólogos Fundamentais

    Dos diversos teólogos importantes que surgiram nesses períodos de intensa criatividade, os que se seguem são de interesse e importância e importância especiais.


    Anselmo de Cantuária (c. 1033-1109)

    Anselmo de Cantuária nasceu no norte da Itália mas logo mudou para a França, que ganhava fama como um centro de estudos. Rapidamente, ele aprendeu a lógica e a gramática, conquistando uma excelente reputação como professor na abadia de Norman, em Bec. Anselmo, havendo vivido no início do renascimento teológico do século XII, contribuiu de forma decisiva para o debate em duas áreas: as provas da existência de Deus e a interpretação racional da morte de Cristo na cruz. A obra Proslogion (a palavra é praticamente impossível de se traduzir) foi escrita por volta de 1079. É uma obra notável, na qual Anselmo se propõe a incumbência de formular um argumento que levaria à crença na existência e no caráter de Deus como o bem supremo. A análise resultante, normalmente conhecida como “argumento ontológico”, levou à dedução da existência de Deus a partir da afirmação de que Ele era “aquele sobre quem nada maior pode ser concebido”. Embora o raciocínio tenha sido contestado desde sua concepção, ainda é considerado um dos componentes mais intrigantes da filosofia teológica. A obra Proslogion também é relevante devido a seu nítido apelo à razão em questões teológicas, assim como por valorizar o papel da lógica. De muitas maneiras, a obra antecipa os melhores aspectos da teologia escolástica. A expressão de Anselmo, fides quaerens intellectum (“a fé em busca do conhecimento”) passou a ser de uso geral.

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    Este artigo está no tópico – História da Humanidade

    O próximo artigo desta série é PROGRESSOS CRUCIAIS DA TEOLOGIA

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