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    A glória de Cristo Manifesta pelo Mistério de suas Duas Naturezas - John Owen


    A glória de duas naturezas de Cristo numa única pessoa é tão grande que o mundo incrédulo não pode ver a luz e a beleza que irradiam dela. Muitos hoje negam que Jesus Cristo é o Filho de Deus e Filho do homem ao mesmo tempo. Mas, esta glória que os anjos “anelam perscrutar” (1Pe 1.2). Satanás levantou-se em orgulho contra Deus no céu, e depois tentou destruir os seres humanos na terra, os quais foram feitos à imagem de Deus. Sua grande sabedoria, Deus uniu em Seu Filho ambas as naturezas contra as quais Satanás havia pecado. Cristo, o Deus-homem, triunfou sobre Satanás através de sua morte na cruz. Aqui está o fundamento da Igreja. Deus “suspende aterra sobre o nada” (Jó 26.7). Entretanto, Ele fundou a Sua Igreja nesta rocha inamovível: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16). Este glorioso fato é mencionado em Isaías 9.6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

    Assim como o fogo estava na sarça que Moisés viu, igualmente a plenitude da deidade habitava corporalmente em Cristo, que foi feito carne e habitou entre nós (Ex 3.2; Col 2.9; Jô 1.14). O eterno fogo da natureza divina habitou na sarça da frágil natureza humana, contudo a natureza humana não foi consumida. Então vemos “a benevolência daquele que habitava na sarça” dirigida a nós, pecadores (Dt 33.16). Da mesma forma que foi dito a Moisés para tirar as suas sandálias, nós também devemos tirar de nossos pensamentos todos os desejos e imaginações que procedem de nossa natureza humana decaída, para que pela operação da nossa fé possamos ver a glória de Jesus Cristo. Espero que o que se segue nos mova a buscar de Deus o espírito de sabedoria e revelação para abrir os olhos do nosso entendimento.

    1. Estejamos absolutamente certos de que essa glória de Cristo em Suas naturezas divina e humana é o melhor, mais nobre e o mais útil objeto em que podemos pensar. O apóstolo Paulo afirma que todas as outras coisas são apenas perda e quando comparadas com ela, como esterco (Fl 3.8-10). As escrituras falam da estultícia das pessoas em gastar “...o dinheiro naquilo que não é pão, e o produto do seu trabalho naquilo que não pode satisfazer (Is 55.2). Eles fixam seus pensamentos em seus prazeres pecaminosos, e se recusam de olhar para a glória de Cristo. Alguns chegam a ter pensamentos mais elevados sobre as obras da criação de Deus e de Sua benevolência, mas não há glória nessas coisas que se possa comparar com a glória das duas naturezas de Cristo. No Salmo oito, Davi está meditando na...
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