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    ESELGEIA - Obras da Carne.


    As Obras da Carne conforme aparecem em Gálatas 5.19-21.

    Este é o 3º Artigo - Os primeiros são:


    ASELGEIA

    Lascívia, libertinagem, desonestidade, sensualidade, ansiedade pelo prazer carnal, impureza...

    Lightfoot vê um clímax do mal nas três palavras com que a lista das obras da carne começa. PORNEIA indica o pecado dentro de uma área específica da vida, a área das relações sexuais; AKATHARSIA indica uma contaminação geral da pessoa inteira, maculando todas as esferas da vida; ASELGEIA indica um amor ao pecado tão desenfreado e tão audaz que o homem deixou de importar-se com aquilo que Deus ou os homens pensam a respeito das suas ações. Um homem, diz ele, pode ser akathartos, impuro, sujo, e esconder o seu pecado, porque a opinião e a decência pública ainda têm algum domínio sobre ele; mas o homem não se torna aselges (o adjetivo) até que choque a decência pública. Conforme Lighfoot entende, a essência de ASELGEIA é que chegou a uma etapa do pecado que não faz o mínimo esforço para ocultar ou mascarar o seu pecado; é o pecado que perdeu toda a vergonha. Passemos, portanto, ao exame da palavra.

    Não aparece de modo algum nos livros canônicos do AT grego. Nos livros apócrifos ocorre duas vezes. Em Sab 14.26 a perversão sexual, a desordem dentro do casamento, o adultério e a devassidão (aselgeia) estão vinculados e ali a conexão é com o pecado sexual. Em Mac 2.26 é usada de modo mais geral para todos os atos audazes de impiedade.

    No NT ocorre em Rm 13.13, onde está escrito que o cristão não pode viver em orgias e bebedices, nem em impudicícias e dissoluções, nem em contendas e ciúmes. Ali, as palavras aparecem em pares, e ESELGEIA está no par que tem a ver com o pecado sexual. Em 2Co 2.21 ocorre em trio “impureza, prostituição e lascívia”, e ali, também, a referência diz respeito ao excesso sexual. Em Ef 4.19 há uma referência mais ampla, porque ali se diz que a dissolução é ávida por praticar todos os tipos de impureza. No NT parece mesmo estar ligada com o excesso sexual.

    Quando nos voltamos à palavra nos escritores clássicos, seu alcance é muito mais amplo. Platão a usa para a pura insolência da iniqüidade do homem mau, e da insolência arrogante de Filipe da Macedônia (Contra Meidias 21; Primeiro Filípico 4). Os prórpios gregos...

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