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    A Escravidão da Vontade - Martinho Lutero.


    Este é o artigo da série - Escravidão da Vontade de Martinho Lutero:
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    ESCRAVIDÃO DA VONTADE:
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    Obs: O estilo de Lutero normalmente nos impeliria a acrescentar certas palavras, toda vez que emprega a expressão "livre-arbítiro". Por exemplo: o livre arbítirio que você supões que existe. Entretanto temos procurado refletir o sentido tencionado por Lutero usando aspas - "livre-arbítrio".
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    Argumento 13 – O caso de Nicodemos, no terceiro capítulo de João, opõe-se ao “livre-arbítrio”.

    Consideremos as virtudes de Nicodemos (Jo 3.1,2). Ele confessa que Cristo era idôneo e que viera da parte de Deus. Faz alusão aos milagres realizados por Cristo e procura-O a fim de ouvir algo de sua própria boca. Porém, ao ouvir falar sobre o novo nascimento (Jô 3.3-8), porventura Nicodemos admite que era isso o que ele vinha buscando? Não! Ele ficou atônito e confuso, repelindo a idéia, a princípio, como uma impossibilidade (Jô 3.9). Porventura os maiores filósofos chegaram a mencionar o novo nascimento? Eles nem ao menos podiam buscar por aquelas realidades pertencentes à salvação antes da chegada do evangelho. Ora, quando admitem isso, estão admitindo que o seu “livre-arbítrio” é ignorante e incapaz! Por certo, aqueles que ensinam o “livre-arbítrio” estão loucos; porém não se calarão nem darão glórias a Deus.

    Argumento 14 – O “Livre-arbítrio” não tem utilidade, pois a salvação vem somente por meio de Cristo.

    Torna-se claro, em João 14.6, onde se lê que Jesus Cristo é o “caminho, e a verdade, e a vida”, que a salvação só pode ser encontrada em sua pessoa. Sendo essa a verdade, tudo quanto está fora de Cristo só pode ser trevas, falsidade e morte. Qual necessidade haveria da vinda de Cristo a este mundo, se os homens, naturalmente, pudessem compreender o caminho de Deus, entender a verdade de Deus e compartilhar da vida de Deus?

    Também lemos em João 3.27 que “o homem não pode receber cousa alguma se do alto não lhe for concedida”. Isso refere-se especialmente a capacidade da pessoa cumprir a vontade de Deus. Somente aquilo que vem do alto pode ajudar um homem a cumprir a vontade do Senhor. Mas o “livre-arbítrio” não vem do alto, o que significa que o “livre-arbítrio” é inútil.

    Em João 3.31, diz ainda o mesmo apóstolo: “...quem vem da terra é terreno e fala da terra; quem veio do céu está acima de todos”. Ora, por certo o “livre-arbítrio” nada tem a ver com as realidades celestiais; cogita somente das coisas terrenas. O Senhor Jesus afirma, em João 8.23: “Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou”. Se essa afirmativa de Jesus quisesse dizer apenas que os corpos dos seus ouvintes eram terrenos, tal declaração seria desnecessária, pois eles já sabiam disso. O que Jesus quis dizer é...
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